- Surto de ebola na República Democrática do Congo já deixou 65 mortos, com 246 casos suspeitos registrados na província de Ituri, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul.
- A Organização Mundial da Saúde aponta uma taxa de mortalidade de cerca de 50% para a doença.
- O Africa CDC alerta para o risco de disseminação devido ao intenso fluxo de pessoas entre áreas afetadas e países vizinhos.
- Uganda confirma surto relacionado, com um homem de 59 anos que morreu em Kampala após contrair a doença numa viagem ao Congo.
- As amostras analisadas são da cepa Bundibugyo, ainda sem vacina licenciada, o que aumenta a preocupação.
O surto de ebola na República Democrática do Congo já provocou 65 mortes, segundo informações das autoridades de saúde. Ao todo, 246 casos são considerados suspeitos na província de Ituri, na região fronteiriça com Uganda e Sudão do Sul. A doença pode evoluir de dores de cabeça e vômitos para hemorragias e falência de órgãos em casos graves.
Autoridades do Africa CDC ressaltaram o risco de disseminação devido ao intenso fluxo de pessoas entre áreas afetadas e países vizinhos. Ituri abriga cidades mineradoras com circulação constante de trabalhadores e visitantes entre zonas rurais e urbanas.
Uganda confirmou também o início de um surto no país e informou que um homem de 59 anos morreu em Kampala após contrair a doença durante uma viagem ao Congo. A mobilidade regional aumenta a necessidade de vigilância sanitária e cooperação entre fronteiras.
O vírus identificado é da cepa Bundibugyo, diferente das cepas Zaire associadas a surtos anteriores no Congo. Até o momento, não há imunizante licenciado para essa cepa, o que eleva a preocupação com o controle da transmissão.
Especialistas destacam que a transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou com cadáveres durante funerais. O surto já impacta a região de Ituri, cuja atividade econômica e o fluxo migratório amplificam o risco de expansão.
Para contextualizar, o Congo já enfrentou 16 surtos de Ebola desde 1976, com o histórico recente de grandes episódios na África Ocidental entre 2014 e 2016. A atual situação reforça a necessidade de monitoramento contínuo e resposta coordenada entre países vizinhos.
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