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Agências iranianas sugerem cobrança por cabos de internet sob Hormuz

Agências ligadas à Guarda Revolucionária defendem cobrar pedágio sobre cabos no estreito de Hormuz, com impacto potencial na tecnologia e no sistema financeiro

Embarcações no estreito de Hormuz, próximo a Omã
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  • Agências ligadas à Guarda Revolucionária do Irã sugerem cobrar taxas sobre os cabos submarinos de fibra ótica que passam pelo estreito de Hormuz e conectam a internet mundial.
  • Pelo menos sete cabos passam pela região, ligando o Golfo, Europa e Ásia, em um contexto de tensão regional entre Irã, Estados Unidos e Israel.
  • A Tasnim propõe três medidas para gerar receita: cobrar licenças e renovações anuais de empresas estrangeiras que usem os cabos, obrigar grandes empresas de tecnologia a operarem sob a lei iraniana e manter o controle de manutenção por grupos iranianos.
  • A Fars, também ligada à Guarda Revolucionária, publicou conteúdo similar e afirma que a disrupção dos cabos poderia causar danos significativos à economia global, ainda defendendo a soberania iraniana sobre a infraestrutura.
  • Segundo as matérias, Hormuz seria transformado em um “centro estratégico” de geração de riqueza, com impacto potencial sobre serviços como o Swift e investimentos de grandes empresas de tecnologia na região.

A Tasnim, veículo de comunicação ligado ao aparato militar iraniano, publicou nesta semana que Teerã pode cobrar taxas pelos cabos submarinos de fibra ótica que passam pelo estreito de Hormuz, conectando a internet de várias regiões. A matéria sustenta que o país busca financiar-se com a infraestrutura sob sua soberania.

Segundo o texto, pelo menos sete cabos passam pela região, conectando Golfo, Europa e Ásia, em meio a tensões geopolíticas envolvendo EUA e Israel. A nota reforça que interrupções no fluxo de dados podem impactar mercados globais e serviços financeiros.

A reportagem também aponta que grandes empresas de tecnologia, com investimentos no Golfo, seriam afetadas caso o Irã imponha regras próprias sobre o tráfego de dados e a operação dos cabos. Nomes como Amazon e OpenAI aparecem como exemplos de investidores comprovados na região.

A publicação descreve três medidas para gerar receita com esse controle. Entre elas estão a cobrança de licenças anuais a companhias estrangeiras, taxas de renovação e a exigência de que grandes empresas atuem sob a lei iraniana.

Além disso, a Tasnim defende que o governo iraniano passe a manter monopólio sobre a manutenção dos cabos, com participação de grupos locais, para assegurar operação sob normas nacionais. A ideia seria transformar Hormuz em um centro estratégico de ganhos legais.

A agência Fars, também associada à Guarda Revolucionária, replicou a demanda em postagens nas redes sociais, sustentando as mesmas três medidas. A publicação também indica danos potenciais de centenas de milhões de dólares em caso de interrupção por poucos dias.

Contexto regional

Ambas agências destacam a soberania iraniana sobre a área do estreito como base para as propostas. A discussão ocorre em meio a uma guerra de influência regional e a bloqueios que afetam navios na região do Golfo.

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