- O chavismo, agora sob Delcy Rodríguez, tratou o caso de Alex Saab como “assunto entre ele e os Estados Unidos” e disse que a deportação foi decisão soberana.
- Saab, antigo testa de ferro de Nicolás Maduro, foi entregue aos EUA no fim de semana e já ocupou o cargo de ministro da Indústria.
- Cabello, número dois do chavismo, afirmou que Saab não é venezuelano e que há documentos falsos comprovando sua nacionalidade; afirmou ainda que há investigações por fraudes contra o Estado venezuelano.
- Nos Estados Unidos, Saab responde a acusações de lavagem de dinheiro e está sob investigação por esquemas envolvendo programas de assistência venezuelanos e contratos inflados.
- Saab foi preso em Cabo Verde em 2020, extraditado para os Estados Unidos e libertado em 2023, e sua deportação ocorre em meio à cooperação entre Washington e Caracas após a captura de Maduro.
O chavismo abandona o aliado de Maduro e classifica Saab como um assunto entre ele e os EUA. O regime, agora sob a liderança interina de Delcy Rodríguez, tratou a situação do colombiano Alex Saab como tema vinculado aos Estados Unidos. Saab foi entregue aos EUA no último fim de semana.
Delcy Rodríguez afirmou em transmissão da emissora estatal VTV que a deportação foi uma decisão soberana, madura e orientada ao interesse nacional, à paz e ao desenvolvimento do país. Saab já ocupou o cargo de ministro da Indústria durante o governo de Maduro.
O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, também comentou o tema, dizendo que Saab não é venezuelano e que não há documento válido que comprove sua nacionalidade. Cabello afirmou que Saab usou documentos falsos e que há investigações sobre fraudes contra o Estado venezuelano. A decisão de entregar Saab aos EUA é apresentada como respaldada pela legislação nacional sobre estrangeiros acusados de crimes como lavagem de dinheiro, drogas e crime organizado.
Mudança de posição em relação a Saab
Nos EUA, Saab é alvo de acusações de lavagem de dinheiro. Promotores americanos afirmam que ele participou de esquemas envolvendo programas de assistência venezuelanos e movimentação de recursos por meio de contas nos EUA. Saab compareceu a um tribunal em Miami após a chegada aos EUA e passou a integrar investigações que incluem contratos inflados para importação de alimentos destinados à Venezuela.
Saab já havia sido preso em Cabo Verde em 2020, extraditado para os EUA e libertado em 2023, em troca de prisioneiros durante a gestão de Joe Biden. A deportação ocorre em contexto de cooperação entre Washington e Caracas. Segundo a Reuters, autoridades americanas veem Saab como alguém com informações pertinentes para processos contra o ex-presidente venezuelano.
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