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Rússia e Cuba mantêm contato constante sobre bloqueio dos EUA, diz Moscou

Rússia mantém contato constante com Cuba para mitigar efeitos do bloqueio dos EUA, diante de escassez de combustível e preços da gasolina que quase dobraram

Bandeiras da Rússia e de Cuba em mastro
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  • A Rússia mantém contato constante com a liderança de Cuba para mitigar os impactos do bloqueio petrolífero imposto pelos EUA.
  • O bloqueio levou a um racionamento e a quase dobrar dos preços da gasolina e do diesel nos postos na semana passada.
  • Cuba não recebe carregamentos de petróleo desde o fim de março, quando o navio russo Anatoly Kolodkin entregou cerca de 700 mil barris.
  • A crise se agrava há semanas, com o combustível praticamente sumindo dos postos estatais de Havana.
  • O governo cubano afirma que algumas vias de importação permanecem abertas, mas os preços variam conforme fornecedor, frete, rotas, seguro e oscilações do mercado.

A Rússia informou que mantém contato constante com a liderança de Cuba para buscar medidas que amenizem o impacto do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos. A declaração foi divulgada pelo governo russo nesta segunda-feira, 18 de março, sem indicar ações específicas.

O bloqueio energético tem comprimido o fornecimento de combustíveis à ilha e motivou um racionamento rigoroso. Na semana passada, os preços da gasolina e do diesel nos postos quase duplicaram.

Havana não recebe carregamentos de petróleo desde o final de março, quando o navio-tanque Anatoly Kolodkin entregou cerca de 700 mil barris. A quantidade, segundo autoridades cubanas, seria suficiente para abastecer a ilha de 10 milhões de habitantes por cerca de duas semanas.

A crise vem se agravam há semanas. O combustível praticamente sumiu das bombas de postos estatais de Havana, agravando o desgaste do transporte e da atividade econômica local.

Contexto da crise e próximos passos

O governo cubano reconheceu a gravidade da situação, dizendo que algumas vias de importação permanecem abertas, mesmo com restrições norte-americanas. Os novos preços devem variar conforme fornecedor, frete, rotas, seguro e flutuações dos mercados internacionais.

A administração cubana indicou ainda que muitos cidadãos devem enfrentar custos mais altos no futuro, dada a volatilidade dos custos de importação diante do bloqueio e das tensões políticas com os EUA.

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