- Os corpos de Monica Montefalcone e Federico Gualtieri, italianos, foram recuperados por mergulhadores nas Maldivas nesta terça-feira (19).
- Eles estavam entre cinco italianos que morreram explorando cavernas do Atol de Vaavu na semana passada; outros dois corpos ainda não foram encontrados.
- A operação foi interrompida temporariamente após a morte de um mergulhador militar, atribuída a doença descompressiva; a gruta atinge 70 metros de profundidade.
- Segundo as autoridades, os corpos encontrados estavam na terceira câmara da caverna e foram encaminhados ao necrotério em Malé; o governo italiano enviou três mergulhadores finlandeses para ajudar.
- A caverna tem cerca de 200 metros de extensão e a profundidade legal para mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros.
Os corpos de dois dos quatro mergulhadores italianos que morreram em uma caverna subaquática nas Maldivas foram resgatados nesta terça-feira. As operações ocorrem enquanto a busca pelos demais restos mortais continua, em uma área de difícil acesso no Atol de Vaavu.
Um oficial confirmou que as equipes localizaram os corpos em a parte mais profunda da gruta marinha. Os dois cadáveres — um homem e uma mulher — estavam sendo encaminhados para o necrotério da capital, Malé, pela polícia maldiva. Ainda não há confirmação oficial sobre a identidade, mas a mídia italiana mencionou Monica Montefalcone e Federico Gualtieri.
Cinco italianos morreram durante a exploração das cavernas do Atol de Vaavu na semana passada. A operação de resgate envolve equipes multinacionais, incluindo mergulhadores finlandeses convidados pelo governo italiano e membros da Divers Alert Network, grupo internacional de segurança em mergulho.
O anúncio sobre os resgates foi feito após a retomada das buscas na segunda-feira (18), após interrupções causadas pela morte de um mergulhador militar durante uma tentativa anterior. A morte foi atribuída pela autoridades a doença descompressiva, em profundidade que atinge até 70 metros.
Segundo o governo das Maldivas, outros dois corpos continuam desaparecidos e ainda não foram localizados. A caverna atingida fica a 70 metros de profundidade e possui cerca de 200 metros de extensão, o que aumenta a complexidade das operações de recuperação.
Mohamed Hussain Shareef, porta-voz do governo, informou que os mergulhadores italianos eram monitorados pela polícia maldiva até a conclusão dos trabalhos. As autoridades destacam que a profundidade de mergulho na área é bem superior aos limites de recreação, que são de 30 metros.
As vítimas associadas ao caso incluem Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; Giorgia Sommacal, filha de Montefalcone; Federico Gualtieri, biólogo marinho; e Muriel Oddenino, pesquisadora. Um sexto mergulhador optou por não entrar na água, segundo relatos oficiais.
As investigações sobre as circunstâncias das mortes seguem em curso, com autoridades locais e internacionais coordenando as operações de resgate. A imprensa italiana informou que três mergulhadores finlandeses experientes auxiliam nas buscas, fundamentando a cooperação internacional envolvida no incidente.
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