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Republicanos fogem após polêmica sobre fundo de Trump e gastos em salão de baile

Senadores republicanos abandonam votação de financiamento do ICE após impasse sobre fundo de US$ 1,8 bilhão para vítimas de 6 de janeiro e salão de baile, adiando a votação para junho

Capitólio dos Estados Unidos em Washington 18/10/2025 REUTERS/Aaron Schwartz
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  • Senadores republicanos abandonaram planos de votar um projeto de financiamento do ICE, em protesto contra uma prioridade de Donald Trump.
  • A discórdia envolveu um fundo de US$ 1,8 bilhão para vítimas da “instrumentalização” do governo, incluindo condenados no tumulto de 6 de janeiro de 2021, além de US$ 1 bilhão para a construção de um salão de baile na Casa Branca.
  • O pacote de US$ 72 bilhões para o programa de deportação em massa foi adiado para junho.
  • O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que o texto deveria ser bem direcionado, mas os itens controversos complicaram a aprovação.
  • Como consequência, a votação prevista foi abandonada pelo Senado.

Senadores republicanos dos Estados Unidos abandonaram nesta quinta-feira a votação de um projeto de lei de financiamento do ICE, em protesto a prioridades do governo. O atrito envolveu um fundo de 1,8 bilhão de dólares para vítimas da instrumentalização do governo, ligado ao tumulto no Capitólio em 2021. O impasse levou ao adiamento da análise de um pacote de 72 bilhões de dólares para o programa de deportação em massa.

O Ministério de Segurança Nacional defendia o financiamento e a manutenção do programa, enquanto alguns senadores contestavam a destinação do dinheiro e o uso de recursos para comissões e estruturas associadas ao governo. A contestação ficou evidente na resistência dos membros do Senado a votar o texto nesta quinta-feira.

Entre os pontos de discórdia estiveram também recursos de 1 bilhão de dólares para a construção de um salão de baile na Casa Branca, considerado por opositores como prioridade não essencial. Líderes republicanos e o presidente continuam buscando um equilíbrio entre segurança de fronteiras e gastos internos.

Contexto e próximos passos

O Senado ainda não definiu a data de votação, com autoridades sinalizando a possibilidade de retomar a análise apenas em junho. A bancada afirma que o acordo deve ser redigido de forma mais direcionada, evitando dispersões de verba que dificultem a aprovação. A Casa Branca mantém a defesa das medidas de segurança e de infraestrutura.

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