- Quatro mergulhadores italianos foram encontrados mortos no Vaavu Atoll, dentro de uma caverna de sessenta metros de profundidade, em condições consideradas desafiadoras; a equipe finlandesa e maldiviana os localizou em uma mesma seção.
- O mergulhador finlandês Sami Paakkarinen disse que os corpos estavam juntos e destacou que o equipamento utilizado não era ideal, alegando que eles não tinham equipamento de mergulho em cavernas subaquáticas.
- Um mergulhador de resgate maldiviano morreu durante a busca pelos corpos; o nome divulgado é Sargento Mohamed Mahdhee.
- Os corpos devem ser repatriados à Itália no sábado, com autópsias previstas nos próximos dias.
- A investigação busca esclarecer as causas do acidente, com hipóteses apontando para erro humano e a ausência de linha de segurança adequada durante mergulho em cavernas. O mau tempo, cerca de cem quilômetros ao sul de Male, também é mencionado pelas autoridades.
A equipe de mergulhadores que recuperou os corpos de quatro mergulhadores italianos no Atol Vaavu, Maldivas, afirmou que o equipamento encontrado com as vítimas não era o ideal. A descoberta ocorreu em uma caverna submersa de cerca de 60 metros de profundidade.
Segundo imagens registradas pelo mergulhador finlandês Sami Paakkarinen, as vítimas estavam juntas em uma seção profunda da caverna, cenário descrito como desafiador. A operação de resgate levou vários dias para localizar os corpos no interior da cavidade.
O primeiro corpo foi localizado pouco tempo após o grupo ter sumido durante o mergulho. Ao todo, cinco mergulhadores estavam desaparecidos desde 14 de maio, quando ingressaram na caverna no Atol Vaavu.
Uma equipe formada por mergulhadores finlandeses e maldivianos participou da busca, que terminou com a localização dos demais corpos. Um mergulhador de resgate maldiviano faleceu durante as buscas na última semana.
O incidente é considerado um dos mais graves já registrados no turismo de mergulho nas Maldivas, país conhecido pelas ilhas de recife de corais. Os corpos encontrados devem ser repatriados à Itália neste sábado, com exames de autópsia nos próximos dias.
Paakkarinen afirmou à imprensa italiana que o episódio pode ter envolvido um erro humano, passível de avaliação pelas autoridades. Ele ressaltou que os mergulhadores não utilizavam equipamentos de mergulho em cavernas, o que ele descreveu como inadequado.
O finlandês questionou por que as equipes estavam na caverna sem linha de segurança, destacando a importância de uma bobina de resgate ou corda-guia, consideradas medidas de segurança fundamentais. Ele citou como princípio que visitas a cavernas demandam dispositivos de segurança.
Entre as vítimas estavam a professora Monica Montefalcone e a pesquisadora Muriel Oddenino, da Universidade de Genôva, que estudavam o impacto das mudanças climáticas na biodiversidade. Giorgia Sommacal era filha da professora, e Federico Gualtieri era recém-formado.
O primeiro brasileiro envolvido na operação de resgate foi Gianluca Benedetti, gerente de operações náuticas e instrutor de mergulho. Mohamed Mahdhee integrava o grupo de oito mergulhadores de resgate que atuavam na busca.
A missão começou com o grupo entrando na água no dia 14 de maio, e as condições climáticas foram apontadas como adversas, com alerta amarelo para barcos de pesca e passageiros. Uma investigação permanece em andamento para esclarecer as causas do acidente.
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