- Israel expulsou todos os militantes da flotilha humanitária para Gaza, após a interceptação pela marinha na terça‑feira, 19 de maio, conforme anúncio do Ministério das Relações Exteriores.
- Segundo organizadores, cerca de 430 militantes de 40 nacionalidades estavam a bordo de 50 navios; muitos foram detidos e devolvidos aos seus países ou a terceiros.
- Países europeus reagiram: França, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha e Canadá convocaram seus embaixadores; Reino Unido e Polônia também se manifestaram.
- O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben‑Gvir, foi alvo de críticas por sua conduta durante a detenção; o primeiro‑ministro e outras autoridades disseram que o comportamento não condiz com os valores israelenses.
- Relatos de abusos vieram de militantes, incluindo casos de agressões físicas na detenção; o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu responsabilização.
Israel anunciou nesta quinta-feira a expulsão de todos os militantes da flotilha humanitária para Gaza interceptada pela marinha no dia 19 de maio. Os militantes foram retirados de Israel e repatriados a seus países de origem. A medida encerra o episódio que gerou controvérsia internacional.
Antes da detenção, imagens divulgaram que alguns militantes foram alinhados com as mãos presas, na presença do ministro da Segurança Nacional de Israel. O episódio provocou críticas de países europeus e de organizações internacionais. A condução foi alvo de repúdio diplomático.
Após a expulsão, 37 franceses foram enviados à Turquia, segundo o Ministério das Relações Exteriores da França. Coreia do Sul, Espanha e Irlanda já haviam informado libertação de seus nacionais. Países terceiros também trabalharam para a retirada de seus cidadãos.
O Ministério turco informou planos de organizar voos especiais para repatriações de cidadãos turcos e de alguns militantes de outros países detidos. A Turquia, assim, participa das operações de retirada em curso.
Reações diplomáticas se intensificaram. França, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha e Canadá convocaram seus embaixadores em Israel. Polônia e Reino Unido seguiram o movimento na quinta-feira. Países destacaram preocupações com as condições de detenção.
O governo britânico afirmou que o comportamento observado não condiz com normas humanitárias básicas e pediu explicações oficiais. A Polônia chegou a pedir critérios de admissibilidade para futuras visitas de Itamar Ben-Gvir ao seu território.
Entre os alegados incidentes, militantes relatam maus-tratos ao chegar a centros de detenção. Um militante italiano, repatriado de Roma, descreveu agressões físicas ao desembarcar. Outros relatos indicam cobranças de tratamento severo.
O embaixador dos EUA em Israel comentou que a situação envolve questões de dignidade nacional. O chanceler italiano e o presidente do Conselho Europeu também expressaram preocupações com o tratamento dos participantes da flotilha.
Segundo organizadores, cerca de 430 militantes de 40 nacionalidades participavam da operação que envolveu 50 navios da flotilha Global Sumud. O objetivo era levar ajuda humanitária a Gaza, diante da crise na região.
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