- A Corte de Cassação de Roma rejeitou, de forma definitiva, o pedido de extradição de Carla Zambelli ao Brasil, mantendo a decisão de não extraditá-la.
- A ex-deputada permanece detida em uma unidade prisional em Roma desde julho, após mandado de prisão internacional expedido pelo STF.
- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, havia determinado que os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça adotem as medidas para a efetivação da extradição, mas a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
- Nordio tem prazo de 45 dias para decidir se aceita ou rejeita a extradição; se for aceita, o Brasil terá 20 dias para providenciar o retorno de Zambelli.
- Zambelli deixou o Brasil em 5 de junho de 2025, passou pelos EUA e chegou à Itália; a Corte italiana destacou que ela cruzou a imigração antes da inclusão da Red Notice da Interpol nos sistemas locais.
A Corte di Cassazione de Roma rejeitou, em decisão definitiva, o pedido de extradição de Carla Zambelli, apresentado pelo governo brasileiro. A ex-deputada continua detida em Roma, desde julho, após mandado internacional.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado que as autoridades brasileiras tomassem providências para a efetivação da extradição. A decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para decidir.
Caso a extradição seja aceita, as autoridades brasileiras terão 20 dias para providenciar o retorno de Zambelli ao Brasil. Em abril, a Justiça italiana já havia autorizado a extradição, encerrando chances administrativas de envio definitivo.
Contexto da prisão e da fuga
Zambelli deixou o Brasil em 5 de junho de 2025, após a condenação do STF por perseguição com arma em 2022. Seguiu para os Estados Unidos e, em seguida, chegou à Itália vindo de Miami.
A Justiça italiana observou que a ex-deputada cruzou a imigração durante uma janela em que a Red Notice da Interpol ainda não constava nos sistemas locais, o que facilitou a passagem sem detecção.
A decisão agora depende de Nordio, que avaliará se concede ou não a extradição para o Brasil, mantendo o processo sob observação até o pronunciamento final.
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