- Rússia afirma que drones ucranianos atingiram um dormitório da Universidade Pedagógica de Lugansk, na região de Luhansk, causando ao menos seis mortes e 15 desaparecidos, com 86 adolescentes dormindo no local no momento da explosão.
- Autoridades russas dizem que o ataque não foi acidental e envolveu 16 drones, alegando que não havia alvos militares ou ligados aos serviços de inteligência nas imediações e prometem retaliação.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusa ataque deliberado contra civis e cita suposto auxílio de países ocidentais às Forças Armadas da Ucrânia.
- O Estado-Maior ucraniano afirma ter atingido o “quartel-general” de uma unidade militar russa na região ocupada, dizendo que as ações visam infraestruturas militares e respeitam o direito internacional humanitário.
- O ataque ocorre após Zelenski prometer resposta do Exército ucraniano, em meio a desdobramentos na região de Luhansk, anteriormente tomada pela Rússia, e em meio a um ataque em Kiev que deixou dezenas de mortos na semana anterior.
A Rússia afirmou nesta sexta-feira, 22, que um ataque ucraniano com drones atingiu um dormitório estudantil em Luhansk, região no leste da Ucrânia ocupada pela Rússia. Ao menos seis pessoas morreram e 15 estão desaparecidas. No momento da explosão, 86 adolescentes entre 14 e 18 anos dormiam no local, segundo o Kremlin.
O ataque é reivindicado pela parte russa como ataque a um dormitório da Universidade Pedagógica de Lugansk. Em resposta, o Estado-Maio Ucraniano alegou ter alvejado o “quartel-general” de uma unidade militar russa na região ocupada, afirmando que as ações ocorreram dentro das normas do direito internacional humanitário.
Putin afirmou que o ataque não foi acidental, com 16 drones direcionados ao mesmo local. O presidente russo disse ainda que não havia alvos de caráter militar nas imediações e prometeu retaliação. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia chamou o episódio de ataque deliberado contra a população civil e acusou países ocidentais de fornecerem informações às Forças Armadas ucranianas para orientar ataques.
Versões em disputa
O Estado-Mairro ucraniano manteve que suas forças agiram contra infraestrutura militar na região ocupada, destacando que as ações respeitam o direito internacional humanitário. A Rússia controla Luhansk desde julho do ano anterior, após tomar controle de parte da região, uma das quatro que se autodeclararam integradas à Federação.
O ataque ocorre em meio a uma escalada de hostilidades entre as partes. Na semana anterior, um míssil russo atingiu um prédio residencial em Kiev, causando 24 mortes, incluindo três crianças, o que levou o presidente ucraniano Volodímir Zelenski a prometer uma resposta do Exército.
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