- Milhares de pessoas protestaram em Belgrado para exigir eleições e revitalizar o movimento anticorrupção iniciado após o desabamento da estação de Novi Sad, que deixou 16 mortos.
- O lema “Estudantes vencem” apareceu em muros da capital, e o ato ocorreu na Praça Slavija, no centro da cidade, no final da tarde.
- A polícia informou aproximadamente 34.300 presentes; o grupo independente Arhiv javnih skupova não divulgou uma contagem até o fim do dia.
- Os protestos, que começaram em 2024, passaram a cobrar eleições antecipadas e associaram a tragédia a falhas estruturais do Estado.
- O presidente Aleksandar Vucic disse que eleições poderiam ocorrer a partir de setembro; o Conselho da Europa expressou preocupação com repressão policial e prisões de manifestantes.
Milhares de pessoas participaram de uma manifestação em Belgrado neste sábado (23) para exigir eleições e revitalizar o movimento anticorrupção que ganhou impulso após o desabamento da estação de Novi Sad, que deixou 16 mortos. O ato reuniu estudantes e ativistas, com o lema Estudantes vencem ganhando vagas nas falas públicas.
A concentração começou na Praça Slavija, no centro da cidade, e, uma hora após o início, dezenas de milhares já estavam presentes, com bandeiras distintas. Segundo a polícia, aproximadamente 34.300 cidadãos estavam no protesto naquele momento. A contagem independente do Arhiv javnih skupova não confirmou estimativa até o fim da tarde.
Desde a tragédia de Novi Sad, em 1º de novembro de 2024, os protestos na Sérvia se intensificaram, alternando entre momentos de maior e menor adesão. Os manifestantes associam a queda da estação a falhas estruturais, acusações de corrupção em obras públicas e falta de transparência na fiscalização.
Contexto político e respostas oficiais
O movimento ganhou liderança estudantil, com a tentativa de pressionar o presidente Aleksandar Vucic a convocar eleições antecipadas. O chefe de polícia afirmou que não houve incidentes graves até o fim da tarde, enquanto o governo é alvo de críticas por suposta repressão a protestos.
O Conselho da Europa expressou preocupação com a resposta policial, citando relatos de uso excessivo de força, prisões de manifestantes e tratamento inadequado sob custódia. O órgão ressaltou a necessidade de proteger direitos de reunião e expressão.
Para a segurança do público, agentes e estudantes com coletes amarelos e grupos de motociclistas intensificaram a organização do dispositivo de proteção. O movimento segue sem um desfecho definido, mantendo o foco nas demandas por eleições.
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