- O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o primeiro-ministro Ousmane Sonko e dissolveu o governo.
- O decreto, lido na televisão por um assessor presidencial, disse que Faye encerrou os deveres de Sonko e, consequentemente, de todos os ministros e secretários de Estado que compõem o governo.
- Sonko afirmou em redes sociais que dormiria com a cabeça leve após a decisão.
- A demissão ocorre em meio a pressão econômica, com a dívida pública equivalente a 132% do PIB, segundo o Fundo Monetário Internacional.
- A decisão veio após uma sessão parlamentar na terça-feira, na qual Sonko criticou abertamente Faye; estudantes manifestaram em Dakar apoiando Sonko.
O presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o primeiro-ministro Ousmane Sonko e dissolveu o governo, encerrando as funções de todos os ministros e secretários de Estado ligados ao Executivo. A decisão foi anunciada por meio de um decreto lido na televisão por um assessor presidencial.
A saída ocorre após meses de tensões entre Faye e Sonko, que havia criticado publicamente o presidente durante uma sessão parlamentar. O país atravessa uma fase econômica difícil, com a dívida pública estimada em 132% do PIB pelo FMI.
Sonko, conhecido entre a juventude pela popularidade, havia apoiado a candidatura de Faye para a presidência. O casal ganhou as eleições mesmo estando preso dias antes, o que marcou o início de uma parceria inesperada.
Na capital Dakar, estudantes realizaram protestos na noite de terça-feira em apoio a Sonko, destacando o clima de energia social em meio à crise política. O desfecho da disputa ocorre em meio a pressões econômicas crescentes no país.
Tensões entre os dois líderes ficaram evidentes ao longo dos meses: Faye criticou a suposta personalização excessiva de Sonko no governo, enquanto o ex-primeiro-ministro acusou liderança fraca por parte do presidente.
Caso a demissão se consolide, o país pode enfrentar mudanças administrativas rápidas e incertezas sobre a condução de políticas públicas, incluindo medidas para reduzir a dívida e estabilizar a economia.
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