- Evo Morales pediu eleições dentro de noventa dias devido à intensa onda de protestos que bloqueia estradas no oeste da Bolívia.
- Os manifestantes exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, que assumiu em novembro de 2025, alvo de pressão de sindicatos, mineiros, grupos rurais e comunidades indígenas.
- O país enfrenta escassez de alimentos, medicinas e combustíveis; hospitais registraram falta de oxigênio e bancos fecharam por precaução.
- Até a manhã de hoje, foram registrados cerca de cinquenta e nove pontos de bloqueio em estradas, com barreiras para impedir a passagem de veículos nas vias principais.
- Os EUA acompanham a situação, com o governo norte‑americano monitorando e indicando possibilidade de intervenção caso haja derrubada de líderes democraticamente eleitos.
Evo Morales pediu neste domingo a convocação de novas eleições na Bolívia, em até 90 dias, diante da onda de protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz. O ex-presidente do país reivindica pacificação e transição política para evitar confrontos e mortes.
Os protestos se intensificaram no início de maio, com bloqueios de estradas no oeste boliviano. Sindicatos, mineradores e comunidades indígenas pressionam pela renúncia de Paz, retorno de subsídios e medidas para reduzir o custo de vida.
Bloqueios já somam 59 pontos, segundo informações apuradas pela imprensa local. Estradas continuam interditadas em regiões andinas, dificultando o transporte de alimentos, remédios e combustíveis para La Paz e El Alto.
A crise econômica é citada como parte da motivação dos protestos. A gestão de Paz, que assumiu em novembro de 2025, enfrenta críticas por austeridade, piora do acesso a crédito e pressões de setores agrícolas e rurais.
Paz atribui à Morales a influência por trás das manifestações. Morales nega envolvimento direto, afirmando apenas defender a necessidade de eleição de transição em 90 dias.
Contexto econômico e social
A Bolívia sofre com escassez de dólares, inflação e restrições de crédito a produtores. Hospitais registram falta de oxigênio e estados financeiros de bancos sob precaução, agravando o cenário de crise.
Reações internacionais e próximos passos
O governo dos Estados Unidos acompanha a situação; autoridades sinalizam possibilidade de intervenção se houver ameaça a instituições democráticas. O desfecho dependerá de negociações entre governo e oposição.
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