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Presidente da Bolívia reduz salário pela metade durante protestos

Na quarta semana de crise, presidente Rodrigo Paz reduz salário em cinquenta por cento e estende cortes a ministros para demonstrar compromisso, com protestos que afetam abastecimento

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. — Foto: Claudia Moralez/Reuters
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  • O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou corte de 50% em seu salário e nos salários dos ministros, durante uma cerimônia em Sucre, para demonstrar compromisso com o país.
  • As medidas ocorrem na quarta semana de crise política e social, com protestos que provocam falta de alimentos, combustíveis e medicamentos em La Paz e El Alto.
  • Paz está no poder há seis meses e enfrenta a pior crise econômica em quarenta anos, causada pela escassez de dólares.
  • Manifestantes bloquearam dezenas de rodovias que dão acesso a La Paz, agravando a inflação, que chegou a 14% em abril ante igual mês do ano anterior.
  • O governo denunciou as manifestações à Organização dos Países Americanos e acusou Morales de incentivar os protestos; Morales pediu eleições em até noventa dias.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta segunda-feira, 25, em Sucre, que reduzirá seu salário em 50% e também cortará pela metade os salários de seus ministros. A medida é apresentada como demonstração de compromisso com o país.

A decisão ocorre em meio à quarta semana de crise política e social. Protestos intensos ampliam os problemas de abastecimento nas cidades de La Paz e El Alto, com impactos em mercados, hospitais e postos de gasolina.

Paz está no cargo há seis meses e enfrenta a pior crise econômica do país em 40 anos, agravada pela escassez de dólares. Nas últimas três semanas, centenas de manifestantes bloquearam rodovias que conectam La Paz a outras regiões.

Contexto econômico e social

Os bloqueios interromperam o fluxo de mercadorias, elevando a inflação e provocando desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos na região metropolitana. A situação já afeta a oferta em diversos setores.

Os manifestantes rejeitam as reformas propostas pelo governo, acusando Paz de ignorar reivindicações. O ex-presidente Evo Morales é apontado por os apoiadores de Paz como mentor dos movimentos.

Desdobramentos políticos

Morales pediu a novas eleições em até 90 dias, para evitar mortes e feridos, com a instalação de um presidente de transição que convoque o pleito. O governo denunciou as manifestações à OEA, afirmando que há tentativa de desestabilização.

Paz sustenta que as ações são para restabelecer a ordem e a normalidade no país. As tensões continuam enquanto o governo e os opositores mantêm posições divergentes sobre o caminho político a seguir.

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