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Tropa de operações de paz cai pela metade desde 2016

Sipri afirma que o efetivo internacional em operações de paz da ONU caiu quase pela metade desde 2016, com risco de enfraquecimento da gestão multilateral

Na imagem, "capacetes azuis", como são conhecidas as tropas multinacionais de paz da ONU, durante missão
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  • Em 31 de dezembro de 2025, havia 78.633 integrantes internacionais mobilizados em operações de paz da ONU, queda de 49% em relação a 2016 (153.056)
  • Em 2025 eram 58 operações ativas, três a menos que em 2024; foram encerradas quatro missões e criadas duas (Aussom e GSF)
  • A África Subsaariana foi a região mais impactada, com queda de 21% no efetivo das missões
  • As principais razões são a crise financeira da ONU e tensões geopolíticas entre potências, incluindo um déficit orçamentário de cerca de US$ 2 bilhões em 2024-2025 e cortes de cerca de 25% no pessoal uniformizado
  • O relatório aponta os Estados Unidos entre os principais atores pressionando por cortes de financiamento e encerramento de missões, dificultando as negociações no Conselho de Segurança

O número de militares, policiais e civis de operações de paz da ONU caiu quase pela metade desde 2016. Dados do Sipri foram divulgados nesta segunda (25) e apontam 78.633 integrantes em 31 de dezembro de 2025, menor marca desde 2000. A queda ocorre em meio a tensões geopolíticas e crise orçamentária.

O relatório destaca que 58 operações estavam ativas em 2025, três a menos que em 2024. Entre as regiões, África Subsaariana registrou a maior redução, com queda de 21% no efetivo. Também houve mudanças na cartografia das missões.

Missões ativas, encerramentos e novidades

Em 2025, quatro missões foram encerradas: MSS (Haiti), PRCIO (Azerbaijão/Nagorno-Karabakh), SAMIDRC (República Democrática do Congo) e Unami (Iraque). Duas novas operações foram criadas: Aussom (Somália) e GSF (Haiti).

Fatores que contribuíram para a retração

O Sipri aponta crise financeira da ONU e aumento de tensões entre potências como principais drivers da redução. O déficit orçamentário de cerca de US$ 2 bilhões no ciclo 2024-2025 gerou queda de 15% nos gastos e cortes de 25% no pessoal uniformizado. O relatório cita pressões de grandes financiadores, incluindo os Estados Unidos, para reduzir financiamentos e encerrar missões.

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