- A Otan pode convidar os líderes do Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia (IP4) para a cúpula anual de 6 a 8 de julho, em Ancara, com convites a serem emitidos pelo secretário-geral Mark Rutte após consenso entre os membros.
- O acordo sobre o convite surgiu entre os aliados durante reunião de ministros das Relações Exteriores realizada na Suécia; não houve objeções.
- Japão e Coreia do Sul não participaram da cúpula do ano passado, mas continuam sendo convidados para as edições desde 2022.
- Ancara pretende receber a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, considerando a participação como oportunidade para aprofundar cooperação, sobretudo na indústria de defesa.
- A cúpula também pode promover encontros bilaterais, incluindo Erdogan com Takaichi, e ampliar cooperação em áreas como segurança marítima, defesa cibernética e proteção de infraestrutura submarina.
A crise de confiança entre alguns aliados da Otan ganha espaço no planejamento da cúpula anual, que deverá ocorrer em Ancara de 6 a 8 de julho. O objetivo é convidar líderes do Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia para a reunião, com participação de seus ministros da Defesa.
Segundo informações de um alto funcionário do governo turco ao Nikkei Asia, o consenso sobre o convite vem se consolidando entre os parceiros da Otan. Não houve objeções entre os membros, e o formato dos encontros com os líderes está sendo ajustado para facilitar participação significativa.
A Turquia espera ampliar a cooperação com o IP4 — Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia —, que não integram a Otan, mas participam de cúpulas desde 2022. A visita da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, é considerada maneira de aprofundar defesa e indústria.
IP4, cooperação e agenda
As conversas entre Ancara e Takaichi ganham relevância após um encontro de negócios de defesa Turquia-Japão em Istambul, no início do mês. No evento, entidades estatais firmaram compromissos para ampliar cooperação em defesa.
A cúpula também deve abrir espaço para reuniões bilaterais entre Erdogan e autoridades convidadas, caso a líder japonesa confirme presença. A Turquia vê a participação como oportunidade de ampliar parcerias estratégicas.
Além disso, a Otan e o IP4 trabalham para ampliar cooperação em segurança marítima, proteção de infraestrutura submarina, contraterrorismo e defesa cibernética. A organização mantém diálogo sobre participação japonesa em programas de inovação em defesa.
Avanços tecnológicos e projetos da Otan
Tarja Jaakkola, vice-secretária-geral da Otan para indústria de defesa, inovação e armamentos, informou que o Japão procurou o Acelerador de Inovação em Defesa para discutir tecnologias emergentes, como cibersegurança e IA. O país pode se tornar o primeiro não integrante a participar do programa.
Também estão em discussão conversas com o IP4 sobre o projeto Starlift, que visa criar uma rede de locais de lançamento de satélites. O objetivo é ampliar capacidades de observação, comunicação e defesa em rede.
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