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Abertura de internet expõe ira de iranianos com inflação de alimentos

Restauração parcial da internet expõe revolta popular com inflação de alimentos: óleo 308%, frango 190% e arroz 170%, agravando a escassez no país

Women shop for fruit and vegetables on 26 March 2026 in Tehran, Iran, where vegetable prices have increased by 308% in a year.
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  • Acesso à internet foi parcialmente restaurado no Irã após bloqueio iniciado em 28 de fevereiro, mas a conectividade permanece irregular, com dados móveis ainda amplamente indisponíveis.
  • A população reagiu com indignação à inflação de alimentos, com aumentos anuais de 308% para óleo vegetal, 190% para frango e 170% para arroz, acompanhados de escassez.
  • O presidente Masoud Pezeshkian atribuiu parte do desbloqueio à ação dos EUA, dizendo que Washington apostou em uma “guerra econômica” para derrubar o governo.
  • O governo criou um comitê de economia de resistência para combater reajustes de preços e desabastecimento, mas a hiperinflação persiste, piorada por sanções, pressão cambial e cortes de subsídios.
  • Pesquisas mostraram baixo apoio à continuidade das restrições; vozes de direitos humanos e de artistas defenderam a internet como direito básico, enquanto se debatem ataques de desinformação e uso político das plataformas.

O acesso à internet na Iran voltou parcialmente, ampliando o contato com informações internacionais e reacendendo debates sobre a inflação de alimentos. Dados oficiais mostram aumentos expressivos de preços de itens básicos, como óleo de cozinha, frango e arroz. A restauração ocorreu após semanas de interrupção associadas a tensões regionais. A população respondeu com relatos de dificuldade para manter o orçamento familiar.

O governo informou que retomou parte da conexão global na terça-feira, com a internet móvel ainda instável na maioria das áreas. Mesmo assim, o retorno parcial permitiu aos cidadãos compartilhar relatos de escassez e de aumentos contínuos nos preços, além de críticas sobre o custo de vida.

Paralelamente, o presidente Masoud Pezeshkian condicionou a retomada a pressões externas, atribuindo parte dos problemas econômicos a ações dos Estados Unidos. O ministério de Inteligência alertou para o risco de uso da internet para “guerra cognitiva” por adversários, visando estimular protestos.

Medidas e contexto econômico

Foi anunciado o lançamento de um comitê de economia de resistência para coibir abusos de preço e lidar com a escassez. O país enfrenta inflação alta influenciada por sanções, pressão cambial e cortes de subsídios a comerciantes. O FMI aponta inflação alimentar de 140% a 200%, elevando a inflação geral entre 60% e 70%.

O apoio a manter as restrições de internet ficou baixo em pesquisas recentes, estimado em cerca de 9%. Autoridades buscam equilibrar segurança pública com a necessidade de comunicação externa, segundo relatos oficiais.

Atividades da oposição e da sociedade civil ganharam espaço online em meio ao retorno gradual, com organizações de direitos humanos destacando que pessoas continuam a sofrer perdas e destruição durante períodos de indisponibilidade de redes. Acesso ampliado é visto por muitos como crucial para obter informações sobre preços e serviços públicos.

Vozes de artistas e ativistas reforçam o direito à conectividade. Um rapper de destaque na cena iraniana afirmou que a internet não é um favor, mas um direito, ligado à liberdade de expressão. Diversas vozes pedem mecanismos estáveis de acesso para monitorar e questionar políticas econômicas.

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