- Tedros Adhanom Ghebreyesus chegou a Kinshasa e deve seguir para a província de Ituri, epicentro do surto de Ebola.
- O diretor da Organização Mundial da Saúde afirmou que o surto pode ser contido e que proibições de viagem não ajudam; pediu cessar-fogo para facilitar a ajuda médica.
- Até 24 de maio, a OMS registrava 10 mortes confirmadas e 223 mortes suspeitas, entre mais de mil casos confirmados ou suspeitos desde o início do surto, em 15 de maio.
- O surto ocorre em uma região com conflitos armados, o que complica os trabalhos de assistência; Tedros pediu que as partes em conflito declare um cessar-fogo.
- Não há vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo; grupos consultivos recomendaram ensaios clínicos, enquanto Uganda fechou a fronteira e os EUA avaliam instalações de tratamento no Quênia.
O chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à República Democrática do Congo (DRC) para tratar da epidemia de Ebola, que se concentra na província de Ituri. Ao desembarcar, ele afirmou que o surto pode ser contido e pediu não a imposição de fechamento de fronteiras.
Tedros desembarcou em Kinshasa na quinta-feira à noite e, na sexta, seguiria para Ituri, no nordeste do país, onde a doença tem o epicentro. O líder da OMS acrescentou que a cooperação internacional é essencial para ajustar a resposta médica.
A agência atribuiu o ritmo atual da doença a fatores como deslocamento forçado e conflitos armados na região, que dificultam o atendimento hospitalar. Ele pediu aos grupos em guerra que declare um cessar-fogo para facilitar a assistência.
Situação atual e respostas internacionais
Até 24 de maio, a OMS registrava 10 mortes confirmadas e 223 suspeitas de Ebola na DRC, entre mais de 1.000 casos confirmados ou suspeitos. A disseminação real pode ser maior, alertou a organização.
O vírus em circulação é a cepa Bundibugyo, pela qual ainda não há vacina ou tratamento aprovados. A OMS informou que seus comitês recomendam ensaios clínicos para vacinas e terapias.
Jean Kaseya, chefe da agência de saúde da União Africana, disse que uma vacina pode ficar pronta até o fim do ano, sinalizando avanços no desenvolvimento de imunizantes. Uganda, vizinha da DRC, fechou a fronteira com o país a fim de impedir a entrada de casos.
O governo dos Estados Unidos anunciou medidas para impedir a entrada de pessoas infectadas e trabalha na abertura de uma instalação de tratamento para cidadãos americanos afetados no Quênia. Organizações locais questionaram a logística e o impacto no sistema de saúde queniano.
A OMC recebeu apoio internacional, com 4,6 toneladas de ajuda encaminhadas à base aérea de Bunia, capital de Ituri, enquanto a Unicef informou envio de cerca de 100 toneladas à região para assistência imediata.
Agência de notícias associada manteve o foco na mobilização global para conter o surto, com destaque para a necessidade de cessar fogo, cooperação entre países e aceleração de pesquisas em vacinas e tratamentos.
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