- A operação apreendeu empresas e bens avaliados em 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,1 bilhão) ligados à Cosa Nostra.
- A ação internacional envolveu autoridades de nove países: Itália, Andorra, Gibraltar, Ilhas Cayman, Luxemburgo, Suíça, Líbano, Principado de Mônaco e Espanha.
- A investigação aponta para um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas ativo desde os anos oitenta, ligado a Matteo Messina Denaro.
- Matteo Messina Denaro, que ficou 30 anos foragido, foi preso em 2023 e morreu no mesmo ano; é considerado o último grande chefão da Máfia Siciliana.
- Depoimentos de autoridades judiciais e uma denúncia de Andorra levaram à identificação de investimentos da máfia no exterior.
A Polícia Financeira da Itália informou nesta quinta-feira que apreendeu empresas e bens avaliados em 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,1 bilhão) ligados à máfia siciliana Cosa Nostra. A operação internacional envolveu autoridades de nove países e mira o esquema de lavagem de dinheiro originado em atividades de narcotráfico.
Segundo as autoridades, o grupo criminoso movimentou recursos desde os anos 80, com vínculos ao falecido Matteo Messina Denaro, que chefiava a Cosa Nostra na região de Trapani. Denaro foi preso em janeiro de 2023 após décadas foragido e faleceu em setembro do mesmo ano. Ele era considerado um dos principais líderes da organização.
Operação internacional
A ação ocorreu em território italiano, além de Andorra, Gibraltar, Ilhas Cayman, Luxemburgo, Suíça, Líbano, Principado de Mônaco e Espanha. O dinheiro obtido com atividades criminosas teria sido reinvestido em negócios legais distribuídos nesses países, conforme a investigação.
A procuradoria-chefe de Palermo, Maurizio de Lucia, afirmou que a operação permitiu identificar parte relevante dos investimentos da máfia, inclusive no exterior. O levantamento partiu de uma denúncia de autoridades de Andorra sobre uma mulher italiana de Trapani com recursos que chamaram atenção do estado.
Origens e impactos
Foi apurado que a mulher mencionada já havia sido casada com um traficante de drogas de alto escalão que colaborava com a Cosa Nostra. Depoimentos de integrantes da Justiça foram considerados cruciais para esclarecer o fluxo de dinheiro destinado ao distrito de Castelvetrano e a Denaro.
Entre na conversa da comunidade