- A Casa Branca classificou como invenção a divulgação de um rascunho de cessar-fogo pela mídia estatal iraniana, que previa reestabelecer a navegação no Estreito de Ormuz em trinta dias e encerrar o bloqueio naval dos EUA.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não estar satisfeito com as negociações e afirmou que o Irã está protelando o acordo.
- Marco Rubio, secretário de Estado americano, mencionou “certos avanços” nas tratativas, mas não detalhou, e Trump garantiu que ninguém controlará o Estreito de Ormuz.
- A Guarda Revolucionária Islâmica ressaltou que não subestima a situação e que o Irã pode responder de forma decisiva, citando uma postura de alerta das Forças Armadas.
- Israel realizou mais de cento e vinte bombardeios no sul do Líbano e declarou a área ao sul do Rio Zahrani como zona de combate, com evacuação de moradores para a margem norte da linha de frente.
O governo dos Estados Unidos rejeitou o suposto rascunho de acordo de cessar-fogo divulgado pela imprensa estatal do Irã. A Casa Branca afirmou que o texto é uma invenção e que o memorando não reflete a posição oficial. O presidente Donald Trump afirmou estar insatisfeito com as negociações, sem descartar avanços futuros.
A delegação americana participa de conversações com o objetivo de abrir o Estreito de Ormuz, com retorno aos níveis anteriores de navegação e o fim do bloqueio naval. O objetivo seria permitir a retomada do tráfego comercial, segundo relatos da imprensa.
O governo dos EUA afirmou que não haverá controle iraniano sobre a via marítima e rejeitou a ideia de cobrança de pedágio pelo tráfego. O secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizou avanços, mas evitou detalhar condições específicas.
Trump manteve a posição de que o Irã tenta ganhar tempo para obter concessões, e indicou que o espaço para negociações continua aberto. O Brasil, ou outros países, não foram citados diretamente nas declarações oficiais.
Mudança de tema: tensão no Líbano e ações de Israel
Israel realizou mais de 120 bombardeios ao sul do Líbano nesta terça. As Forças de Defesa israelenses anunciaram que a região sul do território libanês será tratada como zona de combate, abrangendo cerca de 40 quilômetros a partir da fronteira.
Ao longo do dia, o Exército israelense pediu aos moradores que se desloquem para a margem norte do Rio Zahrani, pedindo evacuações em aproximadamente 300 cidades e vilarejos. O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do Líbano indica milhares de mortes desde o início do confronto.
Analistas ouvidos destacam que a situação pode manter elevada a tensão regional, com impactos sobre a negociação entre EUA e Irã e sobre a estabilidade do Golfo. Especialistas ressaltam que o programa nuclear iraniano segue no centro das discussões.
Peritos brasileiros comentam que a disputa envolve interesses estratégicos, econômicos e de segurança regional. O cenário permanece incerto, com governos buscando manter canais de diálogo abertos sem perder de vista as linhas vermelhas.
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