- A Itália enfrenta crise de mão de obra e ampliou a entrada de trabalhadores estrangeiros, incluindo brasileiros.
- Entre maio e julho de 2026, a previsão é de aproximadamente 1,7 milhão de contratações no país.
- Quase 43% das vagas apresentavam dificuldade de preenchimento, por falta de profissionais qualificados ou disponíveis.
- O governo continua usando o Decreto Flussi para autorizar a entrada de estrangeiros, com vagas para trabalho não sazonal, sazonal e autônomo.
- Setores com maior carência incluem metalurgia, tecnologia da informação, construção civil, turismo, agricultura, saúde e indústria têxtil, com salários variando conforme região e função.
A Itália enfrenta uma das maiores crises de mão de obra dos últimos anos. Em meio ao envelhecimento da população e à baixa natalidade, empresas relatam dificuldade para preencher vagas em diversos setores. O governo ampliou a entrada de trabalhadores estrangeiros, incluindo brasileiros.
Entre maio e julho de 2026, a previsão é de cerca de 1,7 milhão de contratações no território italiano. No entanto, quase 43% das oportunidades mostram dificuldade de preenchimento, principalmente pela falta de profissionais qualificados.
O Decrete Flussi, mecanismo oficial de imigração laboral, continua autorizando entradas legais em 2026. Foram disponibilizadas mais de 76 mil vagas para trabalho não sazonal e cerca de 88 mil para sazonais, além de oportunidades de trabalho autônomo.
Apenas o norte do país apresenta maior concentração industrial, o que intensifica a escassez. Dados da rede europeia EURES apontam setores mais afetados: metalurgia, TI, construção, têxtil, hotelaria, turismo, agricultura e saúde.
Na construção civil, há demanda por pedreiros, carpinteiros, eletricistas e encanadores, entre outras funções. Salários variam de 1.300 a 2.200 euros mensais, com ganhos mais altos em funções técnicas.
O turismo também registra falta de trabalhadores em garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha e recepcionistas. A remuneração varia entre 1.100 e 1.800 euros mensais.
Na agricultura, a dependência de mão de obra estrangeira segue elevada, com oportunidades em colheita, vinícolas e agroindústria. Os salários costumam ficar entre 1.100 e 1.700 euros por mês.
Na área de tecnologia, a demanda por desenvolvedores, analistas de sistemas e especialistas em cibersegurança é alta. Salários ficam entre 2.000 e 4.000 euros mensais, conforme experiência.
Saúde e assistência social entram em alerta devido ao envelhecimento da população. Demandas incluem cuidadores, auxiliares, enfermeiros e técnicos. Remunerações variam de 1.200 a 2.500 euros mensais.
Para brasileiros interessados em trabalhar legalmente, é preciso passaporte válido, oferta de emprego, contrato de trabalho e autorização prévia do governo italiano. O empregador deve solicitar o nulla osta antes do visto.
Especialistas alertam para golpes com falsas vagas na Europa. Recomenda-se verificar a existência da empresa, seguir processos oficiais e evitar pagamentos antecipados.
Fontes oficiais indicam canais de vagas reconhecidos, como EURES, cliclavoro e Regione Lazio Lavoro, para quem busca oportunidades formais na Itália.
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