- O secretário de Defesa dos Estados Unidos disse, no Shangri-La Dialogue em Cingapura, que o país tem estoques de armas suficientes para retomar a guerra com o Irã, se necessário.
- As falhas para fechar um acordo de paz com o Irã ocorrem enquanto a diplomacia continua sem solução, duas semanas após encontro com Xi Jinping.
- O ex-presidente Donald Trump afirmou que poderia aprovar um acordo com o Irã contendo concessões, como a abertura do estreito de Hormuz e o fim do programa nuclear, mas não houve confirmação de um acordo final.
- A China é tema de debates no evento, com observadores apontando alarme legítimo diante do acúmulo militar, enquanto Washington busca um equilíbrio regional estável e respeito mútuo.
- O secretário ressaltou que os Estados Unidos não querem confronto desnecessário e buscam engajamento respeitoso e de boa-fé com a China, além de manter a decisão sobre futuros aumentos de venda de armas a Taiwan com o presidente dos Estados Unidos.
O secretário de Defesa dos EUA afirmou que o país está “mais que capaz” de retomar uma guerra contra o Irã, caso seja necessário, durante o Shangri-La Dialogue, conferência de defesa em Singapura. Ele ressaltou que os estoques de armas norte-americanos são amplos e bem distribuídos globalmente.
Hegseth sinalizou ainda que a relação com o Irã continua sem um acordo de paz, ainda que Donald Trump tenha feito comentários sobre concessões substanciais que poderiam abrir o estreito de Hormuz e reduzir o programa nuclear do Irã. Analistas destacam que não houve sinal claro de um acordo.
Além disso, o secretário comentou sobre a China, afirmando haver um alarme justo pela escalada militar no país, mas defendendo que os EUA buscam um equilíbrio regional estável, sem confrontos desnecessários. O objetivo é manter uma posição de poder compartilhado com aliados.
No evento, que reúne representantes de cerca de 45 países, Hegseth lidera uma delegação americana robusta. Ele afirmou a intenção de manter engajamento respeitoso com Pequim e indicou que prefere opções diplomáticas para evitar disputas abertas na região.
Em Pequim, Trump elogiou acordos comerciais, porém ofereceu poucos detalhes, sugerindo que as vendas de armas aos Taiwan poderiam ser usadas como instrumento de negociação com a China. Segundo fontes, não houve mudança na posição sobre Taiwan, mas decisões futuras cabem ao presidente dos EUA.
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