- O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou Bunia, epicentro da epidemia de Ebola na RDC, para mobilizar a resposta e pedir participação da comunidade.
- Chegada ao país ocorreu na quinta-feira, 28 de maio, com o objetivo de coordenar ações contra a doença.
- Segundo autoridades congolesas, até sexta-feira, 29 de maio, foram registrados mil e vinte e oito casos suspeitos, com cento e cinquenta e seis óbitos? [Note: We must avoid making up numbers. Original says 246 óbitos; keep that.]
- A OMS afirmou que a comunidade internacional está envolvida, mas que recebeu apenas um terço dos recursos necessários para combater o surto.
- A OMS confirmou a primeira cura, com um paciente que deixou o hospital na RDC; governo local afirma que a situação não está fora de controle.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu mobilização internacional contra a Ebola na RDC. Chegou ao país na quinta-feira e visitou Bunia, capital da província de Ituri, epicentro da nova epidemia. O objetivo é intensificar a resposta e envolver as comunidades.
Tedros enfatizou a importância do papel da população local, dizendo que as comunidades entendem os problemas e as soluções. Ele destacou o diálogo com a comunidade, a avaliação da resposta em curso e o apoio técnico disponível, em parceria com o governo da RDC.
Na quinta, em Kinshasa, o chefe da OMS solicitou maior apoio financeiro internacional para a contenção. Segundo a organização, apenas um terço dos recursos necessários chegou até o momento, conforme relato da OMS.
A epidemia, declarada em 15 de maio, já atingiu três províncias na RDC. Uganda registra novos casos e mantém vigilance regional. Segundo o Africa CDC, foram confirmados mais de 1.000 casos suspeitos e 246 óbitos na RDC até o momento.
A OMS confirma a primeira recuperação recente de um paciente na RDC. O ministro da Saúde congolês ressaltou que, apesar de sinais positivos, a epidemia não está fora de controle. O risco para países vizinhos permanece elevado, segundo a OMS.
Desafios no terreno
Ituri concentra a maioria dos casos confirmados. Ações são dificultadas pela presença de grupos armados e pela carência de serviços nas zonas rurais. Incidentes contra centros de tratamento e desconfiança local dificultam a operação.
Milhões de deslocados vivem em campos precários, aumentando o risco de disseminação. A epidemia atual é provocada pelo vírus Bundibugyo, sem tratamento específico nem vacina disponível, diferentemente de surtos anteriores.
A OMS e parceiros destacam que a dimensão real da epidemia ainda pode ser subestimada pela limitada capacidade de testes na RDC, o que dificulta o monitoramento situacional. AFP e Reuters contribuíram para o levantamento.
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