- EUA e Irã voltaram a se atacar, elevando a tensão sobre as negociações para encerrar o conflito.
- O porta-voz do governo iraniano afirmou que qualquer acordo depende do cumprimento do cessar-fogo no Líbano e criticou mudanças de posição dos EUA.
- O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, ordenou a retomada dos ataques aos subúrbios de Beirute, levando milhares a fugirem.
- O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência; a União Europeia pediu respeito à soberania do Líbano.
- Os EUA disseram ter atacado centros de comando no sul do Irã; a Guarda Revolucionária iraniana retaliou contra uma base aérea usada pelos EUA.
Os EUA e o Irã voltaram a trocar ataques na região nas últimas 24 horas, elevando a tensão sobre possíveis desfechos para o conflito. Teerã atribui a lentidão das negociações às posições norte-americanas e aos ataques israelenses no Líbano, condicionando qualquer acordo à trégua no país.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que ainda não houve consenso. Segundo ele, Washington muda constantemente de posição e apresenta exigências contraditórias. Baghaei disse ainda que Israel atua junto aos EUA na região.
Logo após, Netanyahu ordenou a retomada dos ataques aos subúrbios de Beirute, cenário de forte atuação do Hezbollah. Milhares de libaneses fugiram da capital, buscando vias de evacuação longas, ampliando congestionamentos nas estradas.
Desdobramentos no Líbano e reações internacionais
O Exército libanês registrou expansão da ofensiva israelense no sul do país, com tomada do Castelo de Beaufort, ponto estratégico da região. O governo israelense também ordenou evacuações em nove aldeias nas áreas de Sidon e Jezzine.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou os ataques como uma agressão cruel e condenável. Cidades locais continuam a sofrer com destruição, dificultando a vida de moradores que já viviam sob tensão.
O Conselho de Segurança da ONU discutiu a crise em reunião convocada a pedido da França, para abordar a situação no Líbano. Em abril, houve acordo de trégua entre Líbano e Israel, mas o cessar-fogo não foi plenamente observado.
A União Europeia pediu que Israel respeite a soberania libanesa. Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a região do rio Litani deve permanecer sob controle militar e alertou que não haverá calma em Beirute enquanto houver ações do Hezbollah.
Repercussões militares e contexto regional
Os Estados Unidos informaram que atacaram centros de comando no sul do Irã, em retaliação ao abate de um drone americano pelo Irã. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado uma base aérea usada pelos EUA, sem identificar o alvo.
Defesas aéreas do Kuwait interceptaram uma ofensiva de mísseis e drones, conforme a agência estatal Kuna, que não detalhou as instalações atingidas. O gabinete de segurança internacional manteve o alerta enquanto as partes seguem sem acordo.
Situação política e negociações em curso
As negociações para encerrar o conflito prosseguem com dificuldade, enquanto o presidente Donald Trump emite declarações contraditórias sobre o andamento das conversas. Em maio, ele afirmou avanço próximo, mas as discussões estagnaram.
Trump enfrenta pressão para reabrir o estreito de Hormuz e conter a alta dos combustíveis, ainda que haja resistência interna dentro do seu próprio partido em caso de concessões ao Irã. O debate sobre sanções permanece central para as negociações.
As partes continuam em desacordo sobre questões como suspensão de sanções e desbloqueio de receitas do petróleo iraniano presas em bancos estrangeiros, mantendo o cenário de incerteza na região.
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