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Israel ordena ataques aos subúrbios de Beirute em meio à escalada com o Hezbollah

Netanyahu ordena ataques aos subúrbios de Beirute, marcando escalada com Hezbollah e aumentando risco de novas vítimas civis

Many Lebanese fled Beirut's southern suburbs following Netanyahu's statement
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  • O primeiro-ministro de Israel ordenou ataques aos subúrbios sul de Beirute, no Líbano, como resposta a ataques contra civis israelenses e violações do cessar-fogo mediado pelos EUA.
  • Os alvos são considerados “terroristas” no reduto do Hezbollah, Dahieh, em retaliação ao agravamento do conflito.
  • Em esforço de mediação, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falou com Benjamin Netanyahu e com o presidente libanês Joseph Aoun, propondo que Beirute pressione o Hezbollah para parar os ataques, em troca de não escalada em Beirute.
  • Horas antes, tropas israelenses que ocupavam o sul do Líbano cruzaram o rio Litani para tomar o castelo Beaufort, de 900 anos, em posição estratégica.
  • O balanço divulgado aponta pelo menos 3.371 mortos no Líbano desde o início do conflito; Israel registra 24 soldados e 4 civis mortos do seu lado.

Israel ordenou ataques contra os subúrbios sulistas de Beirute, no Líbano, em resposta aos ataques a civis israelenses e a violações de uma trégua apoiada pelos EUA anunciada em abril. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que disse que haveria alvos terroristas na área de Dahieh.

A escalada ocorre em meio a um conflito prolongado com o grupo Hezbollah, amplamente apoiado pelo Irã. O governo libanês divulgou que depende de pressões diplomáticas dos EUA para deter as ações de Israel e evitar novas mortes civis, conforme relatos à BBC.

Contexto e desdobramentos

Na prática, o tema envolve operações militares e deslocamentos. Na semana, tropas israelenses teriam atravessado o rio Litani para tomar o Castelo Beaufort, de grande importância estratégica, elevando a tensão regional. Autoridades israelenses afirmam que o país continua determinado a enfraquecer o Hezbollah.

O governo libanês criticou as ações de Israel, descrevendo-as como uma política de terra queimada e punição coletiva. Em paralelo, o ministro da Defesa de Israel disse que a campanha não chegou ao fim e reforçou a intenção de reduzir o poder do Hezbollah.

Assunto diplomático e balanço de danos

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, manteve conversas com Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun. Segundo um porta-voz dos EUA, houve propostas para pressionar Hezbollah a interromper ataques, com Israel se comprometendo a não ampliar a escalada em Beirute, visando espaço para desescalada gradual.

O conflito em território libanês já deixou milhares de vítimas desde o início das hostilidades, com números oficiais do Ministério da Saúde do Líbano apontando pelo menos 3.371 mortos. As autoridades não distinguem entre combatentes e civis. No lado israelense, a contagem apontou dezenas de baixas entre soldados e civis.

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