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María Corina diz que Delcy pode terminar como Maduro

María Corina afirma que Delcy pode encerrar o ciclo de Maduro ou viabilizar a transição democrática, em entrevista em Oslo

A opositora venezuelana María Corina Machado em evento com apoiadores, em Madri, na Espanha
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  • María Corina Machado afirma que Delcy Rodríguez pode terminar como Nicolás Maduro ou facilitar a transição democrática na Venezuela.
  • Em Oslo, a oposicionista pediu que Delcy aceite o processo iniciado com a captura de Maduro pelos Estados Unidos em janeiro.
  • Ela diz ter apoio de Washington e cita plano em três fases de Marco Rubio: estabilização, recuperação e transição para a democracia, com as duas últimas fases podendo se sobrepor.
  • Machado, exilada no Panamá, participa do Oslo Freedom Forum e cobra data para as eleições, defendendo um processo pacífico e cívico.
  • A oposição aponta avanços como a libertação de mais de 600 presos políticos desde janeiro, retorno de ativistas às ruas e apoio europeu ao movimento.

María Corina Machado afirmou em entrevista à Folha, em Oslo, que Delcy Rodríguez pode seguir o caminho de Nicolás Maduro ou facilitar uma transição democrática na Venezuela. A afirmação saiu no contexto de pressão internacional por eleições e mudanças políticas no país.

Machado disse que a situação atual oferece uma oportunidade para uma transição ordenada, destacando ganhos em segurança, paz, energia e migração. Segundo ela, Delcy tem pela frente uma chance de colaborar com um processo democrático, caso aceite o caminho de transição.

A ex-candidata falhou em demonstrar apoio direto aos Estados Unidos, apesar de mencionar o papel de Washington. Em referência a um plano de três fases apresentado por o governo americano, Machado afirmou que a primeira etapa — estabilização — já estaria concluída, com a segunda e a terceira a serem desenvolvidas conforme o cenário.

Durante a entrevista, Machado também se posicionou sobre a possibilidade de novas eleições na Venezuela, ressaltando urgência econômica no país. Ela mantém que a data eleitora deve ser definida, para canalizar o processo de forma pacífica e cívica, e reforçou a importância de uma data clara.

Atualmente exilada no Panamá, a opositora participa do Oslo Freedom Forum, em Oslo, e planeja visitas a outros países europeus para angariar apoio. Em Madri, Espanha, e em outras cidades, a agenda visa mobilizar a comunidade internacional para pressionar por eleições rápidas no país.

Em paralelo, o ex-candidato Edmundo González, que assumiu a candidatura após a inabilitação de Corina, manifestou apoio à aliada. Machado também mencionou libertações de mais de 600 presos políticos desde janeiro, destacando retorno de ativistas e trabalhadores às ruas como sinal de avanço.

A reportagem indica que as discussões sobre o papel dos EUA na Venezuela seguem permeando o debate público. Trump já havia comentado sobre a viabilidade de Corina ocupar liderança, o que, segundo Machado, não representa impeditivo para o apoio americano a um processo democrático.

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