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Moderna anuncia parceria para desenvolver vacina contra Bundibugyo do Ébola

Moderna fecha acordo com Cepi para vacina contra a cepa Bundibugyo do ebola, com aporte de até US$ 50 milhões em pesquisa pré-clínica e primeiros ensaios

Centrafricanos temem que o surto se espalhe. Na imagem, profissionais de saúde no Centro Médico Evangélico em Bunia, na província de Ituri, na RDC, em 31 de maio de 2026.
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  • A Moderna firmou parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus Ebola, com foco em pré-clínico e primeiros ensaios clínicos.
  • A Cepi investirá até US$ 50 milhões nessa vacina; o mesmo mecanismo prevê até US$ 8,6 milhões para a vacina da Universidade de Oxford/Fabricante Serum Institute of India e até US$ 3,2 milhões para a vacina da International AIDS Vaccine Initiative.
  • A Organização Mundial da Saúde recomendou prioridade a tratamentos experimentais, incluindo anticorpos, antivirais e vacina, para o surto na área leste da República Democrática do Congo.
  • Cinco pacientes já se recuperaram do Ebola causados pela cepa Bundibugyo: quatro enfermeiras e um técnico de laboratório deixaram Bunia, segundo a OMS.
  • Casos suspeitos ligados a viagens à RDC e Uganda estão sendo analisados no Brasil e na Itália; na Itália, um caso suspeito testou negativo.

A Moderna anunciou nesta segunda-feira a assinatura de uma parceria com a Cepi, a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do ebola. O acordo visa apoiar o desenvolvimento pré-clínico e os primeiros ensaios clínicos da candidata da fabricante. A Cepi comprometeu auxílio financeiro de até US$ 50 milhões.

A parceria envolve também investimentos da Cepi em outras iniciativas: até US$ 8,6 milhões para uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e fabricada pelo Serum Institute of India, além de US$ 3,2 milhões em uma vacina desenvolvida pela International AIDS Vaccine Initiative. As informações são de representantes das partes envolvidas.

A Organização Mundial da Saúde vem recomendando, recentemente, priorizar medicamentos experimentais — anticorpos, antivirais e vacinas — para o tratamento e a prevenção do BDBV. A decisão ocorre em meio à epidemia em curso no leste da República Democrática do Congo.

Quatro enfermeiras em tratamento por Ebola causada pela cepa Bundibugyo deixaram o hospital de Bunia, RDC, recuperadas, conforme anúncio da OMS no domingo. Outras recuperações são esperadas com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados. Um técnico de laboratório também se recuperou, elevando o total de curados para cinco.

O Ministério da Comunicação divulgou que o número de casos confirmados na RDC subiu para 282, com 42 mortes, após 19 novos testes positivos. No início do mês, a OMS classificou o surto na RDC e em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional, porém sem caracterizá-lo como pandemia.

Casos suspeitos no Brasil e Itália

No Brasil, um homem em São Paulo, suspeito de Ebola, testou positivo para meningite. No Rio de Janeiro, outro caso suspeito deu positivo para malária. Ambos viajavam recentemente para a RDC e Uganda; autoridades afirmam que os diagnósticos não excluem a possibilidade de Ebola.

Na Itália, um caso suspeito foi registrado em Cagliari, na Sardenha, de um homem que retornou do Congo. O Ministério da Saúde italiano informou que o teste deu negativo e que o risco de propagação no país permanece muito baixo.

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