- A Moderna firmou parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus Ebola, com foco em pré-clínico e primeiros ensaios clínicos.
- A Cepi investirá até US$ 50 milhões nessa vacina; o mesmo mecanismo prevê até US$ 8,6 milhões para a vacina da Universidade de Oxford/Fabricante Serum Institute of India e até US$ 3,2 milhões para a vacina da International AIDS Vaccine Initiative.
- A Organização Mundial da Saúde recomendou prioridade a tratamentos experimentais, incluindo anticorpos, antivirais e vacina, para o surto na área leste da República Democrática do Congo.
- Cinco pacientes já se recuperaram do Ebola causados pela cepa Bundibugyo: quatro enfermeiras e um técnico de laboratório deixaram Bunia, segundo a OMS.
- Casos suspeitos ligados a viagens à RDC e Uganda estão sendo analisados no Brasil e na Itália; na Itália, um caso suspeito testou negativo.
A Moderna anunciou nesta segunda-feira a assinatura de uma parceria com a Cepi, a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do ebola. O acordo visa apoiar o desenvolvimento pré-clínico e os primeiros ensaios clínicos da candidata da fabricante. A Cepi comprometeu auxílio financeiro de até US$ 50 milhões.
A parceria envolve também investimentos da Cepi em outras iniciativas: até US$ 8,6 milhões para uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e fabricada pelo Serum Institute of India, além de US$ 3,2 milhões em uma vacina desenvolvida pela International AIDS Vaccine Initiative. As informações são de representantes das partes envolvidas.
A Organização Mundial da Saúde vem recomendando, recentemente, priorizar medicamentos experimentais — anticorpos, antivirais e vacinas — para o tratamento e a prevenção do BDBV. A decisão ocorre em meio à epidemia em curso no leste da República Democrática do Congo.
Quatro enfermeiras em tratamento por Ebola causada pela cepa Bundibugyo deixaram o hospital de Bunia, RDC, recuperadas, conforme anúncio da OMS no domingo. Outras recuperações são esperadas com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados. Um técnico de laboratório também se recuperou, elevando o total de curados para cinco.
O Ministério da Comunicação divulgou que o número de casos confirmados na RDC subiu para 282, com 42 mortes, após 19 novos testes positivos. No início do mês, a OMS classificou o surto na RDC e em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional, porém sem caracterizá-lo como pandemia.
Casos suspeitos no Brasil e Itália
No Brasil, um homem em São Paulo, suspeito de Ebola, testou positivo para meningite. No Rio de Janeiro, outro caso suspeito deu positivo para malária. Ambos viajavam recentemente para a RDC e Uganda; autoridades afirmam que os diagnósticos não excluem a possibilidade de Ebola.
Na Itália, um caso suspeito foi registrado em Cagliari, na Sardenha, de um homem que retornou do Congo. O Ministério da Saúde italiano informou que o teste deu negativo e que o risco de propagação no país permanece muito baixo.
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