- Bancos regionais japoneses estão migrando foco da China para o Sudeste Asiático e a Índia, devido a custos trabalhistas mais altos e dificuldades para fabricantes japoneses.
- A presença na China diminuiu: o número de escritórios e subsidiárias caiu de 50 em abril de 2021 para 40 no fim de março, segundo o Nikkei Asia.
- Em 2025, o Hokkaido Bank fechou o escritório em Shenyang após 19 anos, com operações transferidas ao Japão; o Bank of Kyoto fechou o escritório em Dalian e consolidou em Xangai.
- Os três maiores bancos nacionais do Japão reduziram crédito na China nos últimos cinco anos: Sumitomo Mitsui Banking Corporation caiu 40%, MUFG Bank caiu 20% e Mizuho Bank também registrou queda superior a 30%.
- A tendência de diversificação avança: Chiba Bank abriu filial em Cingapura em janeiro de 2025; 77 Bank expandiu para Cingapura; Saikyo Bank criou uma subsidiária na Indonésia; o Kyoto Financial Group planeja escritório de representação na Índia.
Bancos regionais japoneses estão encerrando operações na China e redirecionando investimentos para Cingapura, Sudeste Asiático e Índia. A mudança ocorre diante de aumentos de custos trabalhistas e de dificuldades para fabricantes japoneses, impactando cadeias de suprimentos e estratégias de fornecedores.
Um estudo da Associação de Bancos Regionais do Japão, publicado pelo Nikkei Asia, mapeou 61 bancos regionais e suas filiais no exterior. Embora a China ainda concentre quase metade das operações no exterior, o número de unidades lá caiu de 50 em abril de 2021 para 40 no fim de março.
Em maio de 2025, o Hokkaido Bank fechou o escritório em Shenyang, após 19 anos de atuação. As atividades foram transferidas para o Japão. O Bank of Kyoto também encerrou o escritório em Dalian, consolidando operações em Xangai, citando aumento de custos e redução da demanda.
Reestruturação e custos operacionais
A expansão na China ganhou impulso na década de 2000, com bancos buscando regulamentações tributárias e sistemas locais para fabricantes de autopeças. Hoje, as empresas apontam que a demanda caiu conforme o mercado de veículos elétricos chineses ganha espaço.
Um executivo do setor manufatureiro ressaltou que bancos deveriam atuar como parceiros, compartilhando informações além de oferecer crédito. A retirada das montadoras japonesas da China agrava o desafio para fornecedores locais.
Os três maiores bancos nacionais japoneses também reduziram crédito na China nos últimos cinco anos. O Sumitomo Mitsui Banking Corporation teve queda de 40% nos empréstimos, o MUFG Bank recuou 20% e o Mizuho Bank registrou redução superior a 30%.
A pressão por custos, incluindo aluguel e mão de obra, afeta as fabricantes que trabalham com bancos japoneses na China. Além disso, a disseminação de veículos elétricos chineses reduz a participação de mercado das montadoras japonesas no país.
Risco regulatório e diversificação regional
Preocupações com a lei de segurança nacional de Hong Kong elevam a percepção de risco entre empresas japonesas. Há um movimento para diversificar operações para evitar interrupções no comércio.
Com a mudança de foco, os bancos regionais ampliam presença no Sudeste Asiático. O Chiba Bank abriu uma filial em Cingapura em janeiro de 2025, visando outras praças como Tailândia, Vietnã e Austrália, e expandindo serviços para clientes não japoneses.
O 77 Bank ampliou operações para Cingapura, enquanto o Saikyo Bank criou uma subsidiária na Indonésia neste ano. A Índia também figura como destino estratégico, com os três maiores bancos do Japão investindo no país em 2025.
Entre os bancos regionais, o Kyoto Financial Group planeja abrir um escritório de representação na Índia, o que marcaria a primeira expansão desse tipo para um banco regional no país. A ação reforça vínculos com fabricantes como Nidec e Kyocera, além de oportunidades em semicondutores e data centers.
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