- O governo do Irã divulgou um vídeo criado com inteligência artificial que mostra o Cristo Redentor lutando contra a Estátua da Liberdade.
- A animação foi publicada pela embaixada iraniana após o anúncio de novas tarifas comerciais dos EUA ao Brasil.
- Na cena, o monumento americano tenta atacar o cartão-postal do Rio, mas é contido e derrotado sobre o Corcovado.
- A peça acompanha a legenda “Uma frente. Uma luta” e reforça o tom de tensões entre Irã e o Ocidente.
- Segundo a imprensa iraniana, o uso de IA em vídeos de propaganda de guerra é uma estratégia para ironizar conflitos e influenciar a opinião pública.
O governo do Irã publicou um vídeo polêmico criado com inteligência artificial que mostra o Cristo Redentor lutando contra a Estátua da Liberdade. A animação foi compartilhada pela Embaixada do Irã, após o anúncio de novas tarifas comerciais dos EUA ao Brasil. O objetivo declarado é ampliar o diálogo sobre tensões geopolíticas entre o Irã e o Ocidente.
Na sequência visual, o monumento brasileiro tenta enfrentar a estátua norte-americana, sem atingir o objetivo inicial. A cena ocorre sobre o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, com um desfecho em que a figura brasileira é retratada como vitoriosa. A peça publicitária acompanha a legenda Uma frente. Uma luta, associada ao atual cenário diplomático.
O uso de inteligência artificial em vídeos de propaganda política tem se tornado uma prática frequente entre veículos estatais iraquianos? iranianos? e de outras nações, com o objetivo de ironizar conflitos e influenciar a opinião pública global por meio de redes sociais. Em meio a isso, o Irã destaca que as peças visam comentar tensões internacionais sem abrir diálogo político direto.
Contexto diplomático e repercussões
A divulgação ocorre num momento de estreitamento de frentes entre o Irã e o Ocidente, em meio a discussões sobre tarifas e comércio com países da região. Autores oficiais destacam que as peças não representam posições oficiais, mas funcionam como instrumento de comunicação estratégica. Autoridades brasileiras não comentaram oficialmente o conteúdo divulgado pela embaixada iraniana.
Especialistas apontam que produções com IA utilizadas por governos buscam provocar respostas rápidas nas redes e moldar percepções sobre conflitos. O material divulgado não detalha fontes oficiais ou dados econômicos adicionais, mantendo o foco no efeito simbólico da cena. Observadores ressaltam a importância de checar a veracidade de conteúdos promovidos por canais estatais.
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