- O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, demitiu o ministro da Defesa, Marcelo Salinas, e a ministra da Educação, Beatriz García; Ernesto Justiniano assumiu a Defesa.
- A gestão de García ainda não tem substituto definido; as demissões ocorrem em meio a protestos que paralisam sete dos nove estados.
- Em 21 de maio, Paz já havia trocado o ministro do Trabalho na tentativa de acalmar os protestos contra a crise econômica.
- Mais de noventa pontos de bloqueio em rodovias provocaram desabastecimento de alimentos, medicamentos e combustível, com preços de carne, ovos e outros itens subindo.
- O governo acusa Evo Morales de promover violência e busca reconciliação; Morales tem mandado de prisão em julgamento por tráfico de uma menor e vive no Chapare, cercado por apoiadores.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, demitiu nesta terça-feira 2 o ministro da Defesa, Marcelo Salinas, e a ministra da Educação, Beatriz García, em meio a uma onda de protestos que paralisa o país há semanas. A troca ocorre após mudanças já anunciadas no Ministério do Trabalho, em maio, para tentar conter as manifestações.
Salinas será substituído por Ernesto Justiniano, que comandava o combate ao narcotráfico e chefiava um órgão subordinado diretamente à Presidência. Ainda não há confirmação sobre quem assumirá a pasta da Educação. As mudanças ocorrem em um contexto de grande pressão social e política.
No dia 21, Paz já havia trocado o ministro do Trabalho na tentativa de acalmar os protestos, que cobram medidas contra a pior crise econômica em quatro décadas. Líderes empresariais também pressionam por respostas mais firmes ao governo.
Movimentos de trabalhadores, camponeses, mineiros e professores bloqueiam estradas em sete dos nove estados. As interrupções têm causado escassez de alimentos, medicamentos e combustível em La Paz e El Alto, elevando o custo de itens básicos, como carne e ovos.
Segundo o jornal El Día, o governo enfrenta oposição de setores que pedem mudança de rumo, enquanto Paz acusa forças que tentam alterar a ordem democrática. Em Cochabamba, o presidente disse buscar reconciliação para encerrar a onda de protestos nos próximos dias.
Evo Morales, ex-presidente e figura central para os sindicatos, permanece procurado pela Justiça em um mandado de prisão acusado de tráfico de uma menor. Morales vive no Chapare, região cocaleira ao norte de Cochabamba, cercado por apoiadores que impedem ações policiais.
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