- Celso Amorim classificou como inédita a decisão do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de excluir o Brasil do grupo de países aliados de Washington.
- O ex-chanceler afirmou, em declaração à Folha de S. Paulo, que não há paralelo para o episódio em mais de dois séculos de relações entre Brasil e Estados Unidos.
- Ele citou o período da Guerra Fria, dizendo que nem quando Dean Rusk e Lincoln Gordon conspiraram para derrubar o presidente João Goulart houve exclusão formal do Brasil.
- O ex-ministro classificou a fala como gesto político incomum e potencialmente relevante para a relação bilateral.
- Ao comparar o episódio com momentos críticos da história, Amorim disse que a exclusão representa um marco simbólico na relação Brasil–Estados Unidos.
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como inédita a decisão do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de excluir o Brasil da lista de aliados de Washington na América Latina. Rubio fez a declaração recentemente, em meio a mudanças na relação entre os dois países.
Amorim afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que não encontra parâmetro para esse episódio nos 202 anos de relações bilaterais entre Brasil e EUA, nem mesmo em momentos de tensão no passado. O ex-chanceler citou episódios históricos para indicar que a medida representa uma quebra de protocolo diplomático.
Para o ex-ministro, a fala de Rubio tem caráter político incomum e pode ter relevância para a relação bilateral. Segundo ele, a decisão é potencialmente marcante e merece monitoramento sobre os desdobramentos que possa provocar.
A leitura de Amorim é de que a exclusão do Brasil da lista de países amigos não se trata apenas de uma divergência, mas de um marco simbólico nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante de contextos de Guerra Fria e de instâncias políticas recentes.
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