- O tufão Sinlaku atingiu Saipan e outras ilhas da Micrónea em abril, sendo o mais forte deste ano no Pacífico e passando de tempestade tropical a furacão de categoria elevada em 24 horas.
- A região registra 17 mortes no total, incluindo Guam e Chuuk, com vítimas por intoxicação por monóxido de carbono, afogamentos e quedas de árvores, além de danos a dezenas de milhares de residências.
- Chuuk e Yap sofreram destruição ou danos graves em milhares de casas, deslocando mais de 13 mil pessoas e comprometendo água potável, alimentos e linhas de suprimento.
- Voluntários e governos mobilizam ajuda internacional; nos Estados Unidos, comunidades micronesianas e organizações solidárias abastecem famílias com comida, água e ferramentas, enquanto órgãos oficiais operam centros de recuperação.
- Em Saipan, moradores aguardam atendimento do FEMA; até maio, mais de nove mil residentes haviam pedido auxílio federal, com filas de atendimento diárias para combinação de moradias temporárias e reparos.
O tufão Sinlaku atingiu Saipan, nas Ilhas Marianas do Norte, em abril, deixando comunidades isoladas e cidades sem energia por semanas. O episódio começou como uma tempestade tropical, ganhou força de forma rápida e se tornou o ciclone mais intenso do ano na região, causando danos generalizados.
Moradores como Katelynn Delos Reyes, vítima de uma sequência de furacões ao longo de anos, enfrentaram destruição de casas, inundações e interrupções no fornecimento de água. A família se abrigou em cômodos protegidos por concreto, enquanto partes do telhado foram arrancadas e itens foram danificados pela água da chuva.
Mais de um mês depois, famílias nas Ilhas Marianas do Norte, Guam e Chuuk enfrentavam falta de eletricidade e acúmulo de escombros. O balanço parcial, que já soma 17 mortes, torna Sinlaku o ciclone mais mortal na Micronésia desde 2002. As vítimas incluem casos de intoxicação por monóxido de carbono e acidentes relacionados ao naufrágio de embarcações.
Destruição e consequências imediatas
Em Chuuk, Chuuk State, foram registradas nove mortes, entre elas um bebê cuja mãe gestante teve dificuldade de chegar ao hospital devido a árvores derrubadas. Além disso, houve destruição de casas e danos a embarcações que contribuem para o deslocamento de moradores.
O impacto estendeu-se a milhares de casas destruídas ou severamente danificadas, com dezenas de milhares de pessoas deslocadas. Autoridades locais alertaram sobre riscos de acesso à água potável, esgotamento de estoques de alimento e isolamento das ilhas remotas, enquanto linhas de transporte marítimo permaneceram restritas.
Contexto climático e debates
Especialistas apontam que o aquecimento dos oceanos, cerca de 0,6 °C acima da média, elevou a probabilidade de tempestades intensas. A elevação da temperatura favorece maior umidade e ventos mais fortes, contribuindo para inundações mais extensas. Organizações científicas destacam que mudanças climáticas intensificam eventos extremos como Sinlaku.
A mensagem de cientistas é de que comunidades indígenas do Pacífico, historicamente responsáveis por pequenas emissões, já enfrentam impactos desproporcionais. Países poluidores são cobrados por responsabilidades climáticas e reparação aos afetados pelas mudanças climáticas.
Ajuda humanitária e recuperação
Esforços de ajuda incluem apoio de agências internacionais e organizações não governamentais, além de mobilização da diáspora micronesiana nos EUA. Em Saipan, moradores recorreram a centros de auxílio para solicitar assistência federal e aguardar programas de recuperação. O prazo para requerer auxílio federal vence em junho.
Na CNMI, quem depende de assistência federal já observa filas para atendimento, com centenas de pessoas buscando orientação diariamente. Famílias relatam dificuldades para reconstruir residências, garantir água potável e reiluminar redes de suprimentos básicas.
Perspectivas para o futuro
Autoridades locais estimam o avanço gradual da recuperação, com implementação de medidas para reconstrução, bem como melhorias em infraestrutura. O acesso a moradias temporárias e auxílios financeiros devem influenciar o ritmo de reconstrução das comunidades afetadas. O prazo de elegibilidade para programas de auxílio permanece ativo.
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