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Indústria afirma que taxa ao etanol não é contra os EUA

UNICA e Bioenergia afirmam que tarifa do etanol segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não mira os EUA, com impacto do açúcar inferior a 1% das exportações

Segundo nota, as restrições impostas pelos EUA limitam o acesso do açúcar brasileiro a um volume que representa menos de 1% das exportações totais brasileiras do produto
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  • A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e a Bioenergia Brasil afirmam que a tarifa brasileira ao etanol segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não é direcionada aos Estados Unidos.
  • A nota destaca que o acesso do açúcar brasileiro ao mercado norte-americano é restrito por medidas protecionistas dos EUA, representando menos de 1% das exportações brasileiras do produto.
  • A reação ocorre após os EUA anunciarem, em 1º de junho de 2026, uma investigação que pode levar a uma tarifa de 25% sobre dezenas de produtos brasileiros.
  • O documento também aponta críticas dos EUA a outros setores do Brasil, incluindo Pix, redes sociais, meio ambiente e propriedade intelectual, citando práticas consideradas desleais pelo USTR.
  • As associações ressaltam a importância do etanol brasileiro para a transição energética e reafirmam a confiança no governo para conduzir negociações de forma diplomática e responsável.

Como parte de uma resposta a tensões comerciais, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) e a Bioenergia Brasil divulgaram uma nota conjunta. O documento afirma que a tarifa do Brasil ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não é direcionada aos EUA.

A nota surge após o USTR sinalizar possível aplicação de uma tarifa de 25% a produtos brasileiros. Segundo o órgão americano, o Brasil interrompeu um tratamento tarifário equilibrado para o setor em 2017. A publicação nega direcionamento específico aos Estados Unidos.

Proteção ao açúcar

As entidades ressaltam que os EUA adotam medidas protecionistas históricas no setor açucareiro. O texto lembra que tarifas e cotas limitam a entrada de açúcar brasileiro no mercado norte-americano, ainda que a acusação envolva o etanol.

O relatório e as tarifas dos EUA

O USTR incluiu o acesso ao etanol na lista de práticas brasileiras desleais. Além do etanol, o documento cita Pix, redes sociais, meio ambiente, propriedade intelectual e corrupção como objetos de alegações.

Sustentabilidade e diplomacia

As associações destacam o etanol brasileiro como solução para descarbonização, com baixa emissão de carbono e forte sustentabilidade. A nota reforça confiança no governo para conduzir negociações com responsabilidade e firmeza.

O comunicado

A íntegra da nota reafirma que o etanol é parte de acordos do Mercosul e que o acesso ao açúcar nos EUA já é restrito por políticas históricas. A UNICA e a Bioenergia Brasil reiteram a importância do diálogo para divergências comerciais.

Fontes: Unica e Bioenergia Brasil, USTR.

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