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Representante dos EUA diz haver espaço para negociar tarifas com chanceler de Lula

Representante comercial dos EUA diz haver espaço para negociar tarifas após encontro com Mauro Vieira em Paris, enquanto prazo de negociação se encerra nesta semana

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve com representante dos EUA em reunião da OCDE, em Paris
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  • O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve um breve encontro com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Paris, durante a reunião da OCDE.
  • Greer publicou conclusões e propôs novo tarifão ao Brasil antes do fim do prazo de 30 dias acordado entre Lula e Trump; a janela de negociação se encerra nesta semana.
  • Vieira afirmou que ainda há espaço para negociação, enquanto ouviu do americano que há margem para diálogo.
  • O Itamaraty viu a postura de Greer como ato político, interpretando a publicação como uma ameaça aos sinais de negociação.
  • Nos últimos dias, Greer defendeu tarifas de 25% sobre exportações brasileiras e 12,5% de sobretaxa adicional por supostas falhas no combate ao trabalho forçado.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, teve nesta quarta-feira, 3, um encontro breve em Paris com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. O encontro ocorreu durante a assembleia da OCDE, antes de um painel programado.

Os dois agentes, enviados por Lula e por Donald Trump, discutiram o tema das tarifas e o andamento das negociações comerciais entre Brasil e EUA. Vieira reclamou que Greer divulgou conclusões e sugeriu novo tarifaço antes do prazo de 30 dias acordado em maio, que se encerra nesta semana.

Greer afirmou, ao se aproximar do chanceler, que ainda há espaço para diálogo, mantendo a disposição de manter o contato. Mesmo assim, o Itamaraty considerou a divulgação uma atuação política e associou a medida a pressão para avanços nas negociações.

Nos bastidores, o governo brasileiro permanece contrariamente às propostas de tarifas anunciadas pelo USTR, enquanto avalia impactos de eventual represália. Nos últimos dias, Greer sugeriu tarifas de 25% sobre exportações brasileiras e 12,5% de sobretaxa por trabalhos forçados.

Fontes que presenciaram o diálogo destacaram o tom cordial, mas disseram que o tema exige negociação mais intensiva para evitar escalada de medidas protecionistas. O objetivo é preservar o espaço para acordos sem recorrer a tarifas amplas.

A negociação continua sem data definida, com a janela atual para chegar a um acordo prestes a expirar. A disponibilidade de dialogar permanece, mas o governo brasileiro ressalta a necessidade de equilíbrio entre competitividade e regras comerciais internacionais.

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