- Na RDC, o número de casos confirmados de ebola subiu para 452, com 71 novos registros em 24 horas, e o total de mortes chegou a 82.
- Autoridades dizem que as novas ocorrências indicam transmissão comunitária rápida e contínua do vírus.
- OMS e Africa CDC lançaram um plano conjunto de US$ 518 milhões para conter o surto entre junho e novembro, com foco em coordenação, vigilância, testes, prevenção e controle de infecções, assistência clínica e mobilização comunitária.
- O epicentro é a região de Ituri, que responde por cerca de noventa por cento dos casos e setenta e seis por cento das mortes, com o surto já atingindo três províncias; 16 casos foram confirmados em Uganda, incluindo uma morte.
- Não existe vacina aprovada específica para a variante Bundibugyo; avaliação de uso emergencial da Ervebo (contra a variante Zaire) é discutida entre governos, enquanto a aliança Gavi mantém duas mil doses disponíveis para possíveis campanhas.
A República Democrática do Congo confirmou 71 novos casos de ebola nas últimas 24 horas, elevando o total para 452. O surto já deixou 82 mortes, segundo dados do governo. A transmissão comunitária é descrita como rápida e contínua, indicando disseminação entre a população.
Organismos internacionais intensificam a resposta. Nesta sexta, a OMS e o Africa CDC anunciaram um plano conjunto de US$ 518 milhões para conter o surto entre junho e novembro. O objetivo é melhorar coordenação, vigilância, testes e assistência clínica.
O surto foi declarado em 15 de maio no nordeste do país. Autoridades sanitárias avaliam que a variante Bundibugyo circulava sem detecção por algum tempo. A confirmação de novos casos reforça a necessidade de medidas de contenção.
Epicentro em Ituri
Ituri é o principal foco do surto, respondendo por cerca de 90% dos casos confirmados e 76% das mortes. O vírus também alcançou outras duas províncias congolesas, além de ter ultrapassado fronteiras para Uganda, com 16 casos e uma morte.
Segundo o Africa CDC, o atual surto já supera os episódios anteriores da Bundibugyo, registrados em 2007 e 2012. A vigilância regional permanece estreita para evitar novas transmissões entre países vizinhos.
Vacinas e testes em desenvolvimento
A falta de uma vacina específica para a cepa Bundibugyo preocupa autoridades. Pode haver uso emergencial da Ervebo, da Merck, ainda sob avaliação pelos governos do Congo e de Uganda, conforme necessidade local.
A aliança Gavi mantém 2 mil doses de vacina disponíveis no Congo para campanhas emergenciais, conforme decisão governamental. Paralelamente, Moderna e Cepi firmaram parceria para desenvolver uma vacina voltada à Bundibugyo, com até US$ 50 milhões em investimento inicial.
A BioFire Defense ampliou a produção de testes capazes de detectar várias variantes do ebola, incluindo Bundibugyo. Dados recentes indicam queda no número de casos suspeitos monitorados na região, apesar do aumento de casos confirmados.
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