- O governo britânico denunciou quem busca interferir na democracia após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticar a forma como o caso do estudante Henry Nowak foi tratado.
- Vance escreveu nas redes sociais que o assassinato representa o declínio da civilização causado pela migração em massa.
- Henry Nowak, 18 anos, foi esfaqueado por Vickrum Digwa, 23 anos, em Southampton, no dia 3 de dezembro de 2025; Nowak foi algemado pela polícia ao deitar no chão.
- Um vídeo mostra Nowak dizendo “não consigo respirar” antes de receber atendimento; Digwa foi condenado a pelo menos 21 anos de prisão por homicídio e por mentir à polícia.
- A família de Nowak afirmou que não deseja que a morte seja usada para criar divisão, ódio ou tensão, e o comunicado do governo destacou que houve condenação judicial.
O governo do Reino Unido denunciou nesta sexta-feira 5/6 que há quem tente interferir na democracia, após o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticar a forma como o caso do homicídio do estudante Henry Nowak foi tratado. A defesa de Nowak, envolvendo a polícia e autoridades, foi citada como alvo dos ataques.
Um porta-voz de Downing Street afirmou que a família de Henry Nowak deixou claro não desejar que a morte do filho seja usada para ampliar divisões, ódio ou tensão nas ruas. A posição busca evitar que a tragédia seja instrumentalizada politicamente.
Vance publicou em X que o assassinato refletia o declínio da civilização causado pela migração em massa, associando o caso a críticas sobre políticas migratórias. A mensagem gerou formações de opinião e reacendimentos no debate público.
Desdobramentos legais
Henry Nowak, 18 anos, foi esfaqueado em 3 de dezembro de 2025, ao retornar de uma festa em Southampton, no sul da Inglaterra, por Vickrum Digwa, 23, de origem sikh. Nowak foi algemado pela polícia enquanto jazia ferido; em vídeo, é ouvido dizer que não conseguia respirar.
O caso tornou-se politicamente carregado no Reino Unido. Nesta segunda-feira, Digwa recebeu condenação por pelo menos 21 anos de prisão, pela morte de Nowak e por mentir à polícia ao alegar ter havido insultos racistas por parte da vítima.
A Justiça destacou que, embora considerações sobre imigração estejam presentes no debate público, o veredito se baseou nos elementos do crime e nos depoimentos apresentados durante o processo.
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