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Trump confiante em acordo comercial com a Índia apesar de ameaça de tarifas

Apesar de novas tarifas propostas, Trump afirma confiança em fechar acordo comercial com a Índia; negociações seguem para um pacto mutuamente benéfico

US President Donald Trump (right) has repeatedly spoken of his warm relationship with Indian Prime Minister Narendra Modi.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar confiante de que EUA e Índia fecharão um acordo comercial em breve, mesmo com novas tarifas em negociação.
  • Uma delegação americana, liderada pelo negociador-chefe Brendan Lynch, realizou dias de conversas em Nova Delhi para finalização de um acordo comercial provisório.
  • O Ministério do Comércio da Índia afirmou que as duas partes continuam comprometidas com um pacto bilateral benéfico.
  • O governo americano propôs tarifas adicionais de 12,5% sobre exportações indianas, ainda não finalizadas, com avaliação de comentários públicos antes de decisão final.
  • A relação comercial já passou por tensões, incluindo tarifas dos EUA que chegaram a até 50% e foram reduzidas a 18%, depois a 10% após decisão do Supremo, em meio a mudanças de compromissos comerciais entre os dois países.

O presidente Donald Trump mostrou confiança de que EUA e Índia fecharão um acordo comercial em breve, apesar de novas propostas de tarifas dos EUA que podem complicar as negociações. Ele afirmou, no Salão Oval, que gosta do primeiro-ministro indiano e que os dois veriam uma saída favorável ao encontro.

Uma delegação dos EUA, chefiada pelo negociador Brendan Lynch, realizou vários dias de conversas em Nova Délhi com o objetivo de finalizarem um acordo comercial provisório entre os dois países. O Ministério do Comércio da Índia disse que as partes seguem comprometidas com um pacto bilateral benéfico.

As negociações, porém, enfrentam entraves inesperados. Mesmo com a delegação americana em Delhi, o Departamento de Comércio dos EUA propôs tarifas adicionais sobre dezenas de países para combater o que considera uso excessivo de trabalho forçado. A Índia figura nessa lista, com tarifa adicional de 12,5% sobre as suas exportações.

Delhi informou que as tarifas propostas ainda não são definitivas e que o Representante Comercial dos EUA deverá avaliar comentários públicos antes de decisão final. O governo indiano acrescentou que as conversas sobre um acordo mais amplo seguem em andamento.

Trump voltou a criticar as políticas comerciais da Índia, alegando que o país impõe tarifas elevadas aos EUA há anos sem contrapartidas, o que, segundo ele, começou a mudar com a atual relação entre os dois países. Ele destacou ganhos com a parceria recente.

A Índia foi um dos primeiros países a iniciar negociações comerciais com os EUA no ano passado, mas ainda não chegou a um acordo final. Em fevereiro, as partes haviam concordado com um marco de acordo provisório, que deveria ser fechado em março.

As negociações estavam acompanhadas de incertezas depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou diversas tarifas de Trump, classificando-as como ilegais e levando a ajustes. Em certo momento, tarifas de até 50% foram impostas a alguns produtos indianos.

Posteriormente, as tarifas foram reduzidas para 18% em fevereiro e, após a decisão judicial, caíram para 10%. O recuo ocorreu após a Índia se comprometer, também em fevereiro, a comprar mais produtos americanos, incluindo energia, aeronaves, tecnologia e itens agrícolas, no valor estimado de US$ 500 bilhões.

O contexto atual aponta para uma negociação ainda em curso, com as duas partes buscando equilíbrio entre acesso de mercados, regras de comércio e medidas para questões trabalhistas. O governo indiano reiterou a continuidade do diálogo visando um acordo mutuamente benéfico.

Propostas em análise

  • Objetivo: esclarecer por que as tarifas foram propostas e quais setores podem ser afetados.
  • Ponto central: avaliação de medidas norte-americanas com base em incentivos ao comércio e em questões de trabalho forçado.
  • Perspectiva: manter o diálogo aberto enquanto se busca um quadro provisório de entendimento.
  • Avaliação: as partes aguardam desfecho de novas consultas públicas e possíveis ajustes no texto do acordo.

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