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Justiça do Peru abre processo contra Sánchez dias antes do 2º turno

Justiça do Peru avança com processo contra Roberto Sánchez dias antes do segundo turno por omissão de financiamento partidário entre 2018 e 2020

Ministério Público peruano pede a condenação de Roberto Sánchez a 5 anos e 4 meses de prisão
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  • Justiça do Peru abriu processo contra o candidato Roberto Sánchez dois dias antes do segundo turno, por omitir informações sobre o financiamento do partido em 2018 a 2020.
  • Ministério Público pede a condenação de Sánchez a cinco anos e quatro meses de prisão; defesa pretende recorrer dentro de uma semana.
  • Acusação aponta recebimento de mais de US$ 57.000 de integrantes do grupo político para atividades partidárias, não declarados ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais.
  • Caso envolve campanhas regionais e municipais entre 2018 e 2020; decisão não impede o voto de Sánchez e ele pode ter imunidade caso seja eleito.
  • Sánchez disputa o segundo turno com Keiko Fujimori; afirmou que o processo é perseguição política e que o caso já havia sido arquivado por falta de provas; defendeu manter relações respeitosas com os EUA.

A Justiça do Peru abriu processo contra o candidato Roberto Sánchez, dias antes do segundo turno das eleições. Sánchez, da aliança de esquerda Juntos por el Perú, é acusado de omitir informações sobre o financiamento do seu partido em eventos entre 2018 e 2020. A decisão foi anunciada na sexta-feira, dois dias antes do pleito.

O Ministério Público pede a condenação a 5 anos e 4 meses de prisão. A defesa anunciou que apresentará recurso dentro de uma semana. Caso Sánchez seja eleito, a imunidade prevista na Constituição poderá evitar a prisão após a posse.

Segundo a acusação, o candidato recebeu mais de US$ 57 mil de integrantes do seu grupo para atividades partidárias, sem declarar ao Onpe. As supostas irregularidades referem-se a campanhas regionais e municipais entre 2018 e 2020.

A disputa no segundo turno é contra Keiko Fujimori, líder do Fuerza Popular, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. O Peru vive cenário de instabilidade política, com oito presidentes desde 2016 e múltiplos casos de destituição ou renúncia.

Em abril de 2026, Sánchez informou pela X que o processo seria uma perseguição política e que, anteriormente, o caso estaria arquivado por falta de provas. O candidato também acusa Fujimori de integrar uma “máfia” responsável pela instabilidade.

Ainda na campanha, Sánchez defende propostas de estabilidade institucional e construção de consensos entre os poderes. Em relação às relações internacionais, ele afirmou à AFP a intenção de manter uma relação cordial com os Estados Unidos.

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