- O exército do Líbano afirma que três soldados foram mortos em ataque suposto do Exército de Israel em uma carreta na região sul do Líbano, perto da vila de Kfar Tebnit.
- O veículo estava em uma área descrita como “zona de combate evacuada” e o Exército de Israel diz que investigará, alegando que terminou o ataque após perceber movimentação suspeita.
- Israel afirma que não visava o Exército libanês, mas sim uma operação contra o Hezbollah, e que as tropas estavam sendo deslocadas sob coordenação com as forças de Israel.
- O ataque ocorreu a cerca de quatro miles ao norte do rio Litani, perto de Nabatieh, em meio a combates intensos e deslocamentos na região.
- A ofensiva israelense na região vem num contexto de ataques do Hezbollah e de tentativas de cessar-fogo mediadas por terceiros, sem acordo final entre as partes.
O exército do Líbano confirmou que três soldados morreram em um ataque realizado pelo Exército de Defesa de Israel (IDF) durante uma operação na região sul do Líbano neste sábado pela manhã. A investida atingiu um veículo que transportava militares libaneses, em uma estrada próxima à aldeia de Kfar Tebnit, em uma área próxima ao rio Litani e à cidade de Nabatieh.
Segundo o Exército libanês, dois oficiais e um soldado morreram no ataque e o veículo foi incendiado. A apuração inicial do IDF indica que o veículo estava se movendo de forma suspeita em direção às tropas, com relatos de disparos na área. O IDF acrescentou que a operação ocorre em um ponto de evacuação e que as movimentações são coordenadas com as forças de defesa.
O IDF informou que está apurando o incidente e reiterou que suas ações visam a luta contra o Hezbollah, não contra o exército libanês. Em resposta, o Ministério da Defesa libanês acusou Israel de agressão brutal e deliberada, apresentando imagens do veículo incendiado. Não houve confirmação oficial de responsabilidade direta pelo Hezbollah.
Contexto regional e desdobramentos
O conflito entre Israel e grupos apoiados pelo Irã, incluindo o Hezbollah, tem mostrado escalada desde março, com confrontos principalmente no sul do Líbano. Pequenas escaramuças e ataques aéreos têm ocorrido, enquanto a parte libanesa tenta manter a soberania e buscar mediação para um cessar-fogo.
A violência aumentou após tentativas de acordo com apoio dos EUA terem sido rejeitadas pelo Hezbollah. O governo do Líbano, embora opositor ao grupo, busca uma trégua para permitir que suas forças avancem no desarmamento de militantes, em meio a pressões internacionais por uma saída pacífica.
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