- Os Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciaram nesta segunda-feira a proibição de navegação de navios com bandeira israelense pelo Mar Vermelho.
- Segundo o grupo, houve um ataque contra Israel e a passagem de navios israelenses pelo Mar Vermelho foi proibida, com possível escalada do conflito.
- Uma fonte houthis disse à Reuters que essa é apenas o primeiro passo e que uma nova escalada pode incluir o bloqueio de embarcações com destino a Israel.
- A ameaça pode aumentar a preocupação nos mercados de energia, especialmente diante do fechamento do Estreito de Ormuz e dos confrontos na região.
- No passado, ataques no Mar Vermelho levaram empresas a desviarem rotas para o sul da África; hoje, parte da produção de energia do Golfo é deslocada por oleodutos até Yanbu e Fujairah.
Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram nesta segunda-feira que vão proibir a navegação de navios com bandeira israelense no Mar Vermelho, ampliando os desafios para o transporte global no Oriente Médio durante a guerra na região.
Em comunicado, o grupo disse ter lançado um ataque contra Israel e imposto bloqueio total à passagem de navios israelenses pelo Mar Vermelho, sinalizando possível escalada do conflito. A Reuters ouviu uma fonte houthi que confirmou a medida como primeiro passo.
O anúncio ocorre em meio a tensões elevadas desde o início da guerra entre Israel e grupos aliados ao Irã. Fontes de mercado apontam que ataques no Mar Vermelho podem agravar a segurança dos corredores energéticos e pressionar preços.
Contexto e impactos
A região já vivia preocupação com o fechamento do Estreito de Ormuz por Irã ao longo de mais de três meses, afetando o fluxo de petróleo. Grandes operadores de navegação desviaram rotas para contornar o estreito.
Dados recentes indicam que parte da produção do Golfo segue por oleodutos para o terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, enquanto Emirados exportam parte de seu petróleo via Fujairah, fora do Ormuz, mesmo diante de ataques anteriores.
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