- A Polícia Montada do Canadá prendeu seis funcionárias/os de bagagens e de rampa no Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto, suspeitos de um esquema de troca de etiquetas de bagagem ligado a narcóticos ao longo do último ano.
- Pelo menos 17 passageiros inocentes, com origem no Canadá, foram detidos em voos para República Dominicana, Paris, Alemanha, Marrocos, Bermudas, Filipinas e Coreia após terem suas etiquetas trocadas por malas cheias de drogas; todos acabaram liberados.
- Um caso destacado envolve Nicole, de 35 anos, de Toronto, que viajava para Auckland. Ela foi detida em Vancouver sob acusação de transporte de narcóticos, após suas bagagens apresentarem oito pacotes de substância suspeita de ser metanfetamina, pesando 20,52 quilos; ela ficou na prisão cerca de sete horas.
- O esquema ocorre rapidamente e mesmo com as 3.000 câmeras de segurança do Pearson, há pontos cegos que facilitam a troca de etiquetas.
- Três canadenses que estavam de férias na República Dominicana também foram presos após a troca de etiquetas no Pearson; as acusações de importação de 79 pacotes de maconha foram retiradas, mas eles permaneceram presos por meses.
Oito dias após investigações, a Polícia Montada do Canadá prendeu seis funcionários do Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto, ligados a um esquema de troca de etiquetas de bagagem com drogas ao longo do último ano. Ao todo, 17 passageiros foram afetados, com destinos distintos.
Segundo investigações da RCMP, as etiquetas de bagagem eram removidas de malas de passageiros inocentes e fixadas em malas carregadas de droga, o que levou a detenção de viajantes em vários países. As ações ocorreram em voos com origem no Canadá para destinos como República Dominicana, França, Alemanha, Marrocos, Bermudas, Filipinas e Coreia.
O caso envolve operações de rampa e manipulação de bagagens no Pearson. Câmeras do aeroporto existem, mas pontos cegos dificultam a fiscalização. Em alguns momentos, a detenção ocorreu já próximo ao embarque, gerando prisões de passageiros inocentes.
Entre as pessoas afetadas, uma passageira de 35 anos, de Toronto, foi detida no Canadá sob a suspeita de transportar metanfetamina, em uma mala supostamente etiquetada com o nome dela. Ela passou por açoitamentos e passou várias horas sob custódia, até ser liberada posteriormente.
A W5, unidade da CTV News, apura casos de uso indevido de etiquetas em mais de um país. A investigação baseou-se em registros judiciais, comunicados oficiais e fontes policiais, cobrindo o período de um ano.
Além dos casos envolvendo passageiros, três canadenses foram presos na República Dominicana após trocas de etiquetas ligarem malas a drogas. As autoridades dominicanas chegaram a divulgar vídeos de detenção, com acusações de importação de maconha.
Especialistas ouvidos pela reportagem indicam que o esquema pode ter dispositivos de rastreamento ocultos nas malas para facilitar o rastreio das cargas ilícitas, dificultando a identificação de vítimas inocentes.
Medidas de proteção para viajantes passaram a incluir documentação de bagagem, registros fotográficos e uso de rastreadores. As autoridades recomendam checar etiquetas, peso e identificação antes do embarque e ao retirar as malas.
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