- Comitiva do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm) visitou a Faculdade de Medicina da USP para discutir fortalecimento de parcerias e a viabilização de uma base do instituto no campus.
- O objetivo é criar laboratórios conjuntos e acelerar a produção de ciência aplicada em áreas críticas da saúde, com foco em epidemias globais.
- A delegação foi liderada pelo CEO do Inserm, Didier Samuel, e incluiu a diretora adjunta de Estratégia Científica, Elli Chatzopoulou, entre outros.
- A USP sinalizou que a iniciativa pode ampliar parcerias entre as três faculdades de medicina da universidade (São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru), seguindo modelos já usados com outras instituições francesas.
- O Inserm é o segundo maior parceiro francês da USP em publicações científicas; o objetivo é formalizar laboratórios conjuntos e, no longo prazo, Programas de Coordenação Temática e Parcerias Internacionais Chave.
O principal instituto francês de pesquisa médica quer ampliar a presença no Brasil. Nesta segunda-feira, 8 de junho, uma comitiva do Inserm visitou a Faculdade de Medicina da USP para discutir parcerias e a viabilidade de uma base física na cidade de São Paulo, com laboratórios conjuntos voltados a soluções globais para a saúde.
Os representantes do Inserm apresentaram propostas para fortalecer a cooperação com a USP, incluindo a criação de laboratórios conjuntos (Joint Labs) e a instalação de uma base no campus. A ideia é acelerar pesquisas aplicadas que contribuam para o atendimento e o controle de epidemias.
A comitiva foi liderada pelo CEO Didier Samuel e incluiu a diretora adjunta de Estratégia Científica, Elli Chatzopoulou, o chefe de Relações Internacionais, Olivier Steffen, e a coordenadora de Programas de Cooperação Temática nas Américas, Laura Kliemann. Profissionais da USP apresentaram a estrutura médica da instituição e projetos em curso.
Sobre o Inserm e a atuação global
Didier Samuel ressaltou que o Inserm está em forte expansão global e busca parcerias estratégicas na América do Sul, além de escritórios já abertos em Bruxelas, Washington e Tóquio. A meta é consolidar laboratórios conjuntos e uma rede de representações para apoiar projetos de longa duração.
Para o reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, a aproximação representa oportunidade de ampliar parcerias entre as três faculdades de medicina da universidade, em São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru. O objetivo é internacionalizar a pesquisa e abrir laboratórios conjuntos no campus.
Perspectivas para a cooperação na prática
Carlos Gilberto Carlotti Junior, presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional, destacou a solidez das relações com a França. O Inserm figura como o segundo maior parceiro francês da USP em publicações científicas, com atuação em biofotônica, neurociências, cardiologia e nutrição.
A proposta é formalizar laboratórios conjuntos e, futuramente, Programas de Coordenação Temática e Parcerias Internacionais Chave. O objetivo é ampliar a cooperação entre a universidade e parceiros europeus, fortalecendo pesquisa biomedical e formação de doutorandos e pós-doutorandos.
Entre na conversa da comunidade