- A agência iraniana Mehr publicou fotos de um reservatório de água no sul do Irã supostamente atingido por um ataque com míssil, além de fragmentos que especialistas disseram ter aparência de uma bomba da série GBU-39 dos Estados Unidos.
- Especialistas consultados pela CNN disseram que os fragmentos parecem ser de uma bomba guiada de precisão fabricada nos EUA; a CNN não conseguiu verificar de forma independente a origem das munições mostradas.
- O reservatório, com capacidade de cerca de meio milhão de litros, fica em Bamani e foi descrito pela Tasnim como atingido por mísseis, com dois tanques de armazenamento de concreto afetados no total, conforme a fala de autoridades iranianas.
- Autoridades dos EUA afirmaram estar cientes dos relatos e em investigação, sem esclarecer se houve ataque ao reservatório durante as ações de retaliação contra o Irã.
- Observadores destacam que, mesmo que o dano ao reservatório tenha ocorrido em ataques recentes, a precisão da munição, se confirmada, indica possibilidade de mirar especificamente a instalação, ainda que não se descarte erro apenas no edifício alvo.
A agência de notícias iraniana Mehr mostrou imagens de um tanque de água potável danificado e fragmentos de munição alegadamente de origem americana. Especialistas entrevistados pela CNN afirmam que os fragmentos parecem pertencer a uma bomba da série GBU-39, fabricada nos EUA, usada possivelmente no ataque ao reservatório no sul do Irã.
Segundo as informações veiculadas pelo Mehr, o tanque foi atingido em um possível ataque com mísseis, e dois reservatórios no distrito de Bamani teriam sido desativados, afetando o abastecimento de dezenas de milhares de pessoas. A CNN não confirmou in loco a veracidade das imagens.
As avaliações de especialistas apontam que a bomba identificada é uma munição guiada de precisão GBU-39, usada por países como EUA, Israel e alguns do Golfo. A hipótese de uso no ataque atual depende de informações em investigação pelas autoridades militares norte-americanas, que confirmam apenas acompanhar os relatos.
Ações de retaliação e respostas diplomáticas também aparecem no contexto: os EUA lançaram ataques contra o Irã na sequência da derrubada de um helicóptero americano, conforme relatos das autoridades norte-americanas. Ainda não há confirmação oficial sobre relação entre os danos ao reservatório e os ataques.
A agência Tasnim, ligada ao Corpo Revolucionário, disse que os reservatórios da região atendiam a cerca de 20 mil pessoas, com capacidade estimada em meio milhão de litros. As imagens mostram o menor dos tanques com o teto colapsado e tubulações conectadas, indicando danos estruturais severos.
Especialistas destacam que, se a localização do reservatório for precisa, pode indicar que a munição atingiu o alvo com boa orientação. Mesmo assim, não se descarta possibilidade de falha de mira, embora a probabilidade de erro da própria munição seja considerada baixa por alguns analistas.
O porta-voz do Comando Central dos EUA informou que o comando está ciente dos relatos e investiga a situação, sem fornecer detalhes adicionais sobre alvos ou instalações afetadas. A proteção de instalações de água é citada como prioridade sob normas internacionais.
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