- Macron disse que a França não cederá à pressão de Trump e não revogará o imposto sobre serviços digitais, antes da cúpula do G7.
- Trump alertou ao New York Post que os EUA imporiam tarifas de 100% sobre vinhos franceses se Paris não eliminar o imposto digital.
- Macron afirmou que tarifas entre países do G7 não são benéficas e não pretende ceder à pressão.
- A França aplica, desde 2019, uma taxa de 3% sobre a receita de serviços digitais de grandes empresas, com base de faturamento acima de 25 milhões de euros no país e 750 milhões de euros mundialmente.
- Bebidas alcoólicas estão entre os principais itens de exportação da UE para os EUA, com tarifas atuais de 15%; há intenção de reduzir para zero conforme acordos anteriores.
Emmanuel Macron afirmou nesta segunda-feira (15) que a França não cederá à pressão de Donald Trump e manterá o imposto sobre gigantes americanas de tecnologia, horas antes de se encontrar com o presidente dos EUA durante a cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na fronteira com a Suíça. A defesa do imposto foi reiterada antes da reunião entre os líderes do G7.
Trump alertou, ao New York Post, que os EUA podem impor tarifas de 100% sobre vinhos franceses se Paris mantiver a cobrança. O conteúdo foi divulgado sem comentário imediato da Casa Branca sobre a matéria publicada pelo jornal. Macron disse que tarifas entre países do G7 não ajudam a ninguém.
A França aplica, desde 2019, uma taxa de 3% sobre a receita de serviços digitais de grandes empresas, com faturamento acima de 25 milhões de euros no país e 750 milhões de euros globalmente. Exportadores franceses de vinhos e destilados veem a ameaça como ruim para um setor fortemente exportador.
Tensão sobre tarifas e imposto digital
Trump já tinha indicado, em outros momentos, a possibilidade de tarifas de até 200% sobre vinhos e outras bebidas alcoólicas importadas da França e da União Europeia. A cúpula do G7 ocorre em um momento em que líderes globais avaliam com cautela a postura econômica dos EUA.
Para Macron, o encontro no Lago Léman representa um momento-chave de seu segundo mandato. As bebidas alcoólicas são destaque nas exportações da UE para os EUA, com valor estimado em cerca de 9 bilhões de euros em 2024, segundo Eurostat. Atualmente, vinhos e destilados UE enfrentam tarifa de 15% nos EUA.
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