- A União Europeia saudou o acordo entre Estados Unidos e Irã, mas exige resultados concretos e reforça que a implementação é a prioridade.
- Von der Leyen afirmou que o estreito de Hormuz precisa reabrir e a liberdade de navegação deve ocorrer sem pedágios nem restrições.
- O acordo deve abrir caminho para negociações mais amplas e levar ao fim dos programas nuclear e balístico do Irã.
- A UE informou que iniciou o primeiro bloco das negociações de adesão da Ucrânia, com o pacote de empréstimos de € 90 bilhões cobrindo dois terços das necessidades de 2026 e 2027; o restante depende de contribuição de parceiros.
- Na agenda econômica, destacou o déficit comercial da UE com a China em 2025, de € 360 bilhões, a necessidade de diversificar cadeias de suprimento e a cooperação do G7 para testar modelos de inteligência artificial antes de sua entrada no mercado.
A União Europeia saudou o acordo entre Estados Unidos e Irã, mas deixou claro que cobra resultados concretos. A fala veio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante o encontro do G7 em Évian. O objetivo é ver avanços verificáveis.
A dirigente ressaltou que a prioridade é a implementação do acordo. Ela afirmou que o Estreito de Hormuz precisa reabrir e a liberdade de navegação deve ser restabelecida, sem pedágios ou restrições.
Avanços sobre Irã e Libano
Von der Leyen afirmou que o acordo deve pavimentar negociações mais amplas e levar ao fim dos programas nuclear e balístico do Irã. Também pediu cessar-fogo genuíno e respeito à soberania libanesa, para encerrar o atual conflito no Líbano.
A presidente reiterou que a paz duradoura depende de ações concretas no terreno e do cumprimento das obrigações internacionais. Ela não detalhou prazos, mas enfatizou a necessidade de progresso verificável.
Ucrânia e financiamento europeu
Sobre a Ucrânia, a UE abriu o primeiro bloco das negociações de adesão, considerado um passo significativo. O pacote de empréstimos de 90 bilhões de euros, anunciado anteriormente, cobre dois terços das necessidades de 2026 e 2027, com os desembolsos iniciais previstos ainda neste mês.
Para o terço restante, Von der Leyen disse que os parceiros de Kiev devem contribuir, tema que ficará em debate no âmbito do G7. O objetivo é manter o apoio financeiro estável e previsível para o território.
Economia, cadeias de suprimento e IA
Na agenda econômica, a líder europeia apontou desequilíbrios globais como foco, citando o déficit comercial da UE com a China em 2025, de 360 bilhões de euros. A prioridade é diversificar cadeias de suprimento e firmar acordos de livre comércio.
Sobre inteligência artificial, a UE defende cooperação do G7 para testar modelos antes da entrada no mercado, seguindo padrões já usados em aviação e dispositivos médicos. A ideia é acelerar a adoção responsável entre os países.
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