- Segunda fase das negociações entre Irã e Estados Unidos começa na sexta-feira, na Suíça, com duração de sessenta dias, alinhada à cerimônia de assinatura do acordo provisório.
- Os temas Centrais incluem o programa nuclear iraniano, a retirada gradual de sanções e os mecanismos de verificação internacionais.
- A analista Fernanda Magnotta afirma que a primeira fase funcionou como um cessar-fogo estendido, com objetivos diferentes para cada parte; a segunda fase foca nos pontos mais sensíveis.
- A verificação é apontada como um dos pontos mais delicados, pois divergências históricas contribuíram para o colapso de acordos anteriores e para disputas sobre sanções e ativos congelados.
- O desafio é transformar a trégua em uma arquitetura política duradoura; o prazo curto de sessenta dias aumenta a pressão e alimenta o ceticismo sobre um acordo estável.
O chanceler do Irã informou que a segunda fase das negociações com os Estados Unidos terá início na sexta-feira, durante a cerimônia de assinatura do acordo provisório, realizada na Suíça. O processo terá duração de 60 dias e irá abordar o programa nuclear iraniano e a retirada de sanções.
A data prevista para o começo é a mesma do ato de assinatura, marcado para esta sexta-feira. Os temas centrais dessa etapa são: verificação internacional, sanções econômicas e o futuro regime de inspeções, com foco em estabelecer uma arquitetura de cumprimento.
Fernanda Magnotta, analista de International, avaliou o cenário com cautela. Segundo ela, a primeira fase funcionou como uma trégua estendida, com objetivos diferentes para cada lado: o Irã buscou reduzir vulnerabilidades na infraestrutura e reduzir gastos com defesa, enquanto os EUA visaram impactos econômicos e inflacionários para sustentar apoio doméstico.
Na visão da analista, a segunda fase concentra-se em pontos sensíveis, especialmente o programa nuclear, a retirada gradual de sanções e os mecanismos de verificação. Ela destacou que a verificação é um tema entre os mais delicados e que a falta de consenso anterior contribuiu para o colapso de acordos passados.
Magnotta ressalta ainda que transformar uma trégua em uma arquitetura política duradoura é o principal desafio, com prazos curtos aumentando a pressão. O ponto central envolve a confiança mútua, com diferentes versões sobre sanções, ativos congelados e o futuro de Ormuz.
Para a analista, o processo se aproxima mais de uma manobra para garantir uma saída digna do que de um acordo estável de longo prazo. Ela enfatiza a necessidade de avançar com transparência para melhorar as condições de negociação.
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