- Trump disse que pode enviar o memorando de entendimento com o Irã ao Congresso para análise, durante encontro no G7 em Évian.
- O encontro foi com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al Nahyan, à margem da cúpula.
- O memorando já foi assinado digitalmente no domingo e será rubricado oficialmente na sexta-feira, na Suíça.
- Trump brincou que o Congresso deveria rejeitar, para que possa aprová-lo posteriormente, após críticas de deputados.
- Reações no Capitólio foram mornas; o senador Lindsey Graham disse que o Congresso deve ter voz sobre o tema.
- O pré-acordo prorrogaria a trégua com o Irã por sessenta dias e criaria marco para negociações sobre o programa nuclear.
Donald Trump indicou que pode encaminhar ao Congresso o memorando de entendimento com o Irã para análise dos deputados e senadores. A afirmação ocorreu nesta terça, durante encontro bilateral com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al Nahyan, à margem da cúpula do G7, em Évian, França.
Segundo informações da CNBC, o mandatário afirmou estar disposto a enviar os detalhes aos membros do Congresso para que sejam avaliados por quem manifestou dúvidas sobre o conteúdo do documento. O texto já foi assinado digitalmente no último domingo, mas receberá rubricação nesta sexta-feira, na Suíça.
Trump ressaltou que a prática seria encaminhar o memorando com a justificativa de que o Congresso não deveria aprová-lo, o que geraria uma reação de aprovação subsequente por parte dos legisladores. A ideia surgiu após o líder da maioria no Senado, John Thune, indicar desconhecimento sobre reuniões informativas a respeito do acordo.
O pré-acordo prorrogaria a trégua entre Estados Unidos e Irã por 60 dias e estabeleceria um marco para futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano, entre outros temas. O conteúdo completo ainda não foi tornato público, mas há expectativa de divulgação dos detalhes na sexta-feira.
A reação no Capitólio tem sido morna. O senador Lindsey Graham, republicano, disse que o acordo é positivo para a possível reabertura do estreito de Ormuz, mas reforçou a necessidade de participação do Congresso no debate sobre o tema.
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