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Visto negado após ganhar viagem com tudo pago para a Copa do Mundo

Família beneficiária da Coca-Cola tem visto negado para seis membros e vende a viagem à Copa por R$ 25 mil

Raphaela em 'selfie'. Ela é loira, tem olhos azuis, e olha diretamente para a câmera, com um sorriso sutil.
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  • Raphaela Coiado, 24 anos, e cinco familiares tiveram seus vistos para os Estados Unidos negados, anulando a viagem à Copa do Mundo.
  • A premiação da Coca-Cola incluía duas passagens, cinco dias de hospedagem e ingresso no camarote para o jogo Brasil x Haiti, mas ninguém dos seis tinha visto aprovad o.
  • O grupo enfrentou custo de aproximadamente R$ 5.000 com taxas, assessoria, deslocamentos e alimentação; venderam a viagem por R$ 25 mil em menos de um dia.
  • A situação se insere num contexto maior: estudo da BBC aponta que torcedores de cerca de um quarto dos países classificados enfrentam rejeição de visto; EUA não criou processo específico para a Copa.
  • Outros casos ao redor do mundo incluem mudanças no status de autorizações eletrônicas em Escócia, além de situações no Canadá e na Argentina; Raphaela pretende tentar o visto novamente após viajar à Europa.

Raphaela Coiado, enfermeira de 24 anos, viu seu visto para os Estados Unidos ser negado junto com o marido e mais quatro familiares durante entrevista no consulado do Rio de Janeiro, em junho. A viagem promovida pela Coca‑Cola incluía passagem, hospedagem e ingresso em camarote para Brasil x Haiti.

A promoção foi aberta a parceiros da Coca‑Cola no início do ano, premiando quem liderasse o ranking de metas em vendas. A família chegou a vencer quase o tempo todo, mas acabou sem o visto. Mesmo com documentos em mãos, todos foram reprovados na entrevista, não havendo exceção para algum membro.

Raphaela, que mora em Hortolândia (SP), não tinha passaporte atualizado e corrige isso rapidamente para a solicitação. A família contratou assessoria para o preenchimento de formulários e a lista de documentos, além de se preparar com pesquisas online.

No consulado, os itens avaliados incluíram parentesco, destino, função e renda familiar. O grupo partiu do Rio rumo a uma entrevista única com várias pessoas, em vez de agendar em São Paulo, por indisponibilidade de vagas antecipadas.

O custo total do processo, estimado em cerca de R$ 5 mil, incluiu taxas de visto, assessoria, passagens, hospedagem e alimentação durante a estadia no Rio. Com a negativa, a família decidiu vender a viagem por R$ 25 mil em menos de 24 horas.

Contexto global

Dados analisados pela BBC a partir do Departamento de Estado dos EUA mostram que torcedores de muitos países enfrentam altas taxas de rejeição de visto ou restrições, mesmo sem regimes especiais para a Copa. Países com isenção de visto costumam usar autorização eletrônica para viagens.

A narrativa de Raphaela reflete um cenário mais amplo em que países anfitriões e interessados enfrentam procedimentos que variam conforme a origem. A Fifa criou mecanismos para facilitar agendamento, mas não altera as regras impostas pelo governo americano.

Próximos passos

Raphaela planeja tentar novamente o visto no futuro, ainda que não para esta edição. Ela busca construir um histórico de viagens internacionais antes de novas tentativas, buscando oportunidades em outros destinos europeus. Enquanto isso, a família segue sem a experiência da Copa deste ano.

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