- Brasileiros atuam em mercados internacionais, ocupando vagas de destaque em restaurantes, confeitarias e padarias, levando a cozinha brasileira ao exterior (exemplos incluem Lisboa, Nova York e Londres).
- A confeiteira Juliana Penteado foi premiada como Pastry Talent of the Year 2026 pelo ranking La Liste, tornando-se a primeira brasileira a receber a distinção.
- Franco Sampogna, capixaba, comanda o Frevo em Nova York, um restaurante com estrela Michelin em um formato de galeria/restaurante com apenas 16 lugares.
- Marcelo Ballardin, em Ghent, Bélgica, com o OAK, mantém estrela Michelin e mescla referências da Ásia em um cardápio que ressalta a identidade brasileira.
- Rafael Cagali, em Londres, comanda o DaTerra (duas estrelas Michelin) e abriu o Elis e o Maré, este último tornando-se o primeiro restaurante de Brighton & Hove com estrela Michelin desde a década de 1970.
Nos últimos anos, a presença de profissionais brasileiros na gastronomia mundial tem se destacado. Em mercados relevantes, chefs, confeiteiros e restaurateurs elevam a criatividade brasileira para além das fronteiras do país, consolidando uma imagem de qualidade e inovação.
Lisboa, Nova York e Londres são cidades onde o talento brasileiro se mostrou decisivo. Restaurantes, confeitarias e padarias passaram a contar com nomes que ajudam a projetar a diversidade da cozinha brasileira no exterior.
Na prática, brasileiros ocupam posições de destaque e abrem conceitos próprios em centros de alta competição, contribuindo para a visibilidade internacional da culinária do país. O talento é reconhecido em premiações, jurados e convites para eventos renomados.
Destaques internacionais
Nesta semana, a confeiteira Juliana Penteado recebeu o prêmio Pastry Talent of the Year 2026, pelo ranking La Liste, em Paris. A brasileira tornou-se a primeira a conquistar a distinção, atuando posteriormente como jurada do MasterChef português.
Juliana mantém marca homônima de confeitaria em Lisboa e já participou de cerimônias ligadas ao Michelin, fortalecendo a presença brasileira na alta confeitaria europeia. Sua carreira inclui passagem por restaurantes em São Paulo, como Fasano, com uma proposta francesa de confeitaria.
Entre os casos de sucesso, Franco Sampogna comanda o Frevo, em Nova York, ao lado de Bernardo Silva. O restaurante tem uma estrela Michelin e une galeria de arte a um modelo quase speakeasy, com apenas 16 lugares ao redor da cozinha aberta.
Em Ghent, na Bélgica, Marcelo Ballardin dirige o OAK, também com uma estrela Michelin. O cardápio mescla referências brasileiras a sabores da Ásia e da Europa, sustentando reconhecimento internacional por meio de premiações como Gault&Millau e Fooding.
Rafael Cagali é outro destaque: em Londres, comanda o DaTerra, restaurante de duas estrelas Michelin que mistura cozinha ítalo-brasileira com ingredientes locais britânicos e chega a oferecer uma moqueca no menu. Recentemente, lançou o Elis e o Maré by Rafael Cagali em Brighton & Hove, este último conquistando estrela Michelin em tempo recorde.
O Maré tornou-se o primeiro restaurante de Brighton & Hove a ganhar uma estrela desde a década de 1970, dentro de seis meses após a inauguração. O cardápio privilegia receitas autorais com influências brasileiras, além de recursos locais de Sussex.
Além disso, Cagali escalou o executivo Ewan Waller, seu discípulo de longa data, para liderar a cozinha do Maré, mantendo o foco no ritmo das estações e no abastecimento regional. O conjunto reforça a presença brasileira em Londres e na Inglaterra como um todo.
A trajetória recente ilustra que o Brasil exportou bons profissionais para moldar a cena gastronômica mundial. A formação de base ganhou fôlego com mais oportunidades de estudo e centros de formação disseminados pelo país, não apenas em São Paulo.
Entre reconhecimentos, três estrelas Michelin alcançaram restaurantes brasileiros, bem como premiações de destaque para chefs mulheres na América Latina, como Tássia Magalhães (2025) e Janaína Torres (2023). Em 2024, Torres foi reconhecida como a melhor chef mulher do mundo.
Os títulos e a presença em listas e eventos internacionais refletem a consolidação de uma culinária moderna, arrojada e apreciada globalmente. O Brasil ganha visibilidade como gerador de talento, com profissionais atuando nos palcos mais relevantes da gastronomia mundial.
A imagem externa, hoje, é de profissionais altamente qualificados, resilientes e preparados para a alta cozinha. Em restaurantes prestigiados, brasileiros demonstram consistência, técnica apurada e capacidade de inovar com ingredientes locais e ideias novas.
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