Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UE avalia barreiras à importação da China inspiradas em Trump

UE avalia criar barreiras à China inspiradas em Trump; Alemanha e França lideram proposta para tarifas e cotas visando frear excedente chinês e proteger indústria europeia

O presidente da França, Emmanuel Macron: defensor de barreiras contra a China (Ludovic Marin/AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • Alemanha resolveu apoiar formalmente a proposta francesa para dar à União Europeia poderes para aplicar tarifas rápidas contra a China, inspirada na Seção 301 dos Estados Unidos.
  • A ideia é criar um mecanismo que permita à Comissão Europeia agir de forma ágil para conter a sobrecapacidade chinesa e a entrada de produtos baratos.
  • O impulso acompanha o desejo de enfrentar o déficit comercial da UE com a China e a pressão econômica em regiões industriais com alto desemprego.
  • As medidas devem ser mais precisas que as atuais salvaguardas, que são vistas como perigosas a danos colaterais a parceiros comerciais.
  • A China já respondeu a tarifas da UE sobre veículos elétricos, elevando impostos sobre alimentos importados e restringindo matérias-primas; a OCDE aponta subsídios elevados como parte do problema.

A União Europeia avalia criar barreiras às importações da China inspiradas nas políticas da gestão de Donald Trump. Alemanha apoia formalmente a proposta francesa para conferir à UE novos poderes para aplicar tarifas de forma célere contra Pequim. A iniciativa visa proteger o parque fabril europeu da inundação de produtos chineses baratos.

Parlamentares e diplomatas dizem que Paris lidera o movimento, com Berlim alinhando-se ao grupo que inclui Polônia, Holanda e Bélgica. A defesa do mecanismo será discutida na próxima cúpula de líderes europeus, em meio ao agravamento do déficit comercial com a China e a preocupação com a segurança econômica do bloco.

Mecanismo inspirado na legislação dos EUA

A proposta de Emmanuel Macron baseia-se na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, que autoriza o Executivo a adotar tarifas ou cotas contra países com práticas desleais. O objetivo é permitir ações rápidas da Comissão Europeia contra distorções de mercado.

A UE pretende evitar danos colaterais comuns das salvaguardas atuais, consideradas lentas. A ideia é enfrentar a sobrecapacidade chinesa, alimentada por subsídios estatais, que abastece setores como painéis solares e baterias automotivas com estoques inflados.

Dados da OCDE sustentam a avaliação de subsidiação excessiva pela China, embora Pequim negate acusações. A ofensiva surge em contexto de desemprego elevado e fechamento industrial em diversas regiões do bloco.

Contexto e desdobramentos

A pressão interna aumenta o apoio a medidas protecionistas, diante de disputas comerciais já provocadas pela UE, como a aplicação de sobretaxas a veículos elétricos chineses. Em retaliação, a China elevou tarifas sobre alimentos europeus e restringiu o fornecimento de terras raras.

Defensores do novo instrumento afirmam que a UE chegou a um ponto em que ações robustas são necessárias para sustentar a economia a curto e médio prazo. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, destacou, em carta à Comissão, a necessidade de escolhas estratégicas frente à China.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais